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Profissionais do mercado financeiro terão novo código de conduta ética pela Anbima

Novo Código de Conduta Ética acompanha as mudanças que a Anbima fará em suas certificações. As regras valerão a partir de janeiro de 2026

Monique Lima

Assessor de investimentos (Shutterstock)
Assessor de investimentos (Shutterstock)

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Agentes do mercado financeiro como assessores, gestores e especialistas em investimentos, que atuam com certificação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados (Anbima) terão um novo código de conduta ética para guiar suas atuações.  

Nesta terça-feira (16), a associação lançou um documento com as novas regras, que começarão a valer a partir de janeiro de 2026. O texto trata da conduta profissional, gestão de conflitos de interesse, proteção de informações confidenciais e promoção de práticas de mercado justas e transparentes. 

“O Código de Conduta Ética é referência para a tomada de decisões no dia a dia de trabalho. Ele ajuda a garantir que todas as pessoas certificadas e quem se candidata para um exame da Anbima mantenham um alto padrão de ética e profissionalismo, o que é essencial para a manutenção da credibilidade do setor financeiro e para a proteção dos interesses dos investidores”, diz o comunicado da associação. 

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A adesão será gradual. O texto será obrigatório neste primeiro momento somente para quem se inscrever a partir desta terça-feira nas provas da Anbima. Para os demais profissionais já certificados, o documento será enviado para assinatura digital.  

A associação também informou que será lançado um anexo descrevendo as obrigações e punições que serão aplicadas para quem não aderir a partir de 2026.  

Mudanças nas certificações  

Em março, a Anbima anunciou que as certificações CPA-10, CPA-20 e CEA deixarão de existir e novas credenciais serão lançadas a partir de janeiro de 2026.  

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A proposta é que as certificações passem a ser concedidas conforme as atividades exercidas, e não mais com base em instituições, cargos ou segmentos de mercado atendidos (varejo e alta renda), como acontece hoje. Segundo a associação, as modificações ocorrem no rastro da rápida evolução do mercado, que passou a exigir dos profissionais o exercício de novas funções e competências. 

O objetivo é que elas passem a avaliar não só os conhecimentos técnicos dos candidatos, mas também a capacidade de aplicar a teoria em casos práticos e de demonstrar competências comportamentais.