Profissionais de TI mudam de emprego devido a cargo e salário

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, o descontamento com este tipo de política foi apontado por 43%

SÃO PAULO – A falta de profissionais de TI (Tecnologia da Informação) é uma das reclamações atuais das empresas brasileiras. Entretanto, as que conseguem pessoas qualificadas para trabalhar acabam sofrendo com a perda do trabalhador.

Para saber porque estes profissionais trocam de emprego, o Instituto Datafolha a pedido do Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação) realizou uma pesquisa com profissionais do setor do estado de São Paulo.

O principal motivo é que eles estão descontentes com as políticas de cargos e salários oferecidos pelos empregadores. A resposta foi apontada por 43% dos respondentes. O indicador supera as condições de trabalho, a remuneração oferecida e os benefícios, cujo o percentual ficou em 21%. Os profissionais disseram ainda que não se sentem valorizados pelas organizações, com 39%.

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Eles querem ser CLT
O estudo revelou ainda que os empregados contratados no regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) estão mais felizes com as empresas: 65% classificam suas companhias como ótimas ou boas e 60% aprovam os benefícios que recebem.

Já entre os funcionários em regime pessoa jurídica, o índice de satisfação com as condições de trabalho cai para 48%, enquanto 29% aprovam o plano de saúde oferecido e apenas 18% consideram a oferta de benefícios como boa ou ótima.

No modelo CLT Flex, em que parte da remuneração é recebida em dinheiro e parte em forma de benefícios, 56% dos profissionais de TI pesquisados avaliam as condições de trabalho como boas ou ótimas, 49% aprovam o plano de saúde e 31% aprovam os benefícios oferecidos.

Outra maneira que as empresas têm de reter este profissional é oferecer como benefício o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Pelos dados, 76% dos entrevistados avaliaram este benefício como a mais importante conquista da categoria nos últimos anos, na frente até mesmo do aumento salarial, que aparece em segundo com 70% de preferência.