Professores recebem menos de R$ 800. Categoria reivindica valorização

Docentes pedem metas claras no sentido da inclusão e ampliação da oferta, na educação infantil, média, de jovens e adultos

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SÃO PAULO – Mais da metade dos professores da educação básica brasileira trabalha 40 horas semanais para ganhar menos de R$ 800 por mês. No mês passado, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprovou um projeto de lei que aumentava o salário da categoria para R$ 950, cifra que, longe de ser ideal, para a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) pode facilitar a chegada ao piso de R$ 1.050.

Mesmo assim, em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação Fernando Haddad, afirmou que a política salarial não é suficiente para valorizar esses profissionais. “O piso não é suficiente, é uma parte do que nós precisamos fazer para valorizar o magistério”, disse.

Atualmente, os professores também reivindicam um plano de carreira, projeto que tramita no Congresso Nacional, porém, Haddad avisou que ele não evoluiu porque congressistas deram prioridade ao debate do piso. Para ele, a valorização da categoria é essencial para a melhoria da qualidade na educação básica do País.

Plano

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Esta semana, representantes do MEC (Ministério da Educação) e da CNTE debateram as ações propostas pelo PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). A presidente da Confederação, Jussara Dutra, disse, na ocasião, que os professores querem aprimorar o plano.

“Achamos que o plano pode dar mais potência à educação no Brasil. Pode-se constituir realmente num instrumento, desde que os recursos estejam disponíveis e nós possamos também ter, dentro do plano, a perspectiva da valorização profissional dos educadores brasileiros. E que nós tenhamos as metas claras, no sentido da inclusão e ampliação da oferta, especialmente, na educação infantil, média, de jovens e adultos”, explicou Jussara.

Em entrevista cedida ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional AM, o secretário-adjunto do MEC adiantou que o debate sobre o PDE será feito juntamente com a sociedade, entidades e entes governamentais. “Esse seminário, por exemplo, é o terceiro da série. Nós fizemos um debate sobre o PDE em todos os Estados”, lembrou.