Produção registra pequena expansão e salários foram comprimidos em 2003

CNI divulgou seus indicadores industriais referentes a 2003, apontando a recuperação somente na metade do ano

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SÃO PAULO – O primeiro ano do governo Lula foi pouco favorável para o setor industrial. Esta é a conclusão da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou nesta terça-feira seus indicadores industriais. Somente no segundo semestre, com o afrouxamento da política monetária, é que se iniciou uma tímida recuperação na produção, em especial no último trimestre.

As vendas reais tiveram o pior desempenho desde 1998. Foi registrada uma leve expansão de 0,53% em 2003, na comparação com 2002, resultado este que foi positivo em decorrência do forte ritmo das exportações brasileiras a partir de junho. Para se ter uma idéia, no segundo semestre as vendas cresceram 12,9%, segundo a pesquisa da CNI.

Salário do trabalhador foi comprimido

No mercado de trabalho, verificou-se perda do rendimento real dos trabalhadores, de 4,18% no ano, o pior desempenho desde 1999, quando houve a mudança no regime cambial do Brasil. A compressão dos salários reais foi reflexo da retração da economia, que reduziu as margens das empresas e não permitiu reajuste de salários.

Mas o fraco desempenho da atividade industrial não provocou perdas de postos de trabalho como observado em 2002. O emprego do setor foi ampliado em 0,66% no ano passado. As horas trabalhadas tiveram alta de 0,37% em relação a 2002, abaixo da taxa de crescimento do ano anterior, de 1,58%.

Indicadores CNIDezembro
(var. %)
2003
(var. %)
Vendas reais1,850,53
Pessoal Empregado-0,440,66
Horas trabalhadas-1,580,37
Salários líq. reais0,55-4,18
Utilização da capacid. instalada0,91-1,14