Presidente da CVM destaca papel do profissional de Relações com Investidores

Para ela, executivo de RI deve ter acesso às informações e enxergar tanto o quadro interno quanto o externo da empresa

SÃO PAULO – Durante a 10ª edição do Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, a presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Maria Helena Santana, ressaltou que é “crucial que, nas decisões difíceis a serem tomadas dentro da companhia, o diretor de Relações com Investidores tenha acesso às informações e enxergue o quadro interno e externo da organização, para que possa tomar a decisão certa para a empresa, mesmo que esta seja contrária”.

O evento foi realizado pelo IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), em parceria com a ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas).

Resultados do crescimento do mercado de capitais

Em 2007, a demanda por executivos mais do que dobrou no País, na comparação com o ano anterior. No total, foram abertas 14.468 vagas. No acumulado de 2006, esse número havia sido de 7.152, o que denota um crescimento de 102,3%. Os dados são de um estudo da DBM, consultoria especializada na gestão do capital humano em momentos de transição.

Quanto às áreas de atuação às quais se referem as vagas abertas, a financeira dominou o cenário no ano passado, já que, das 14.468 posições abertas a executivos, pouco mais de três mil (ou 21%) eram relativas à área, o que mostra o efeito da onda de IPOs no dia-a-dia das companhias.

As demais áreas que mais precisaram de executivos foram a comercial e vendas, com 18% no total, e de engenharia e pesquisa, com 16%. Por outro lado, a menor demanda se refere aos profissionais de informática: 4% do total.

Isso mostra que o crescimento do mercado de capitais criou um cenário próspero aos profissionais de relações com investidores e aos CFOs (Chief Financial Officer), que é a sigla usada para denominar o gestor financeiro das empresas.