Preservação do meio ambiente: conheça essa área do mercado de trabalho!

Preocupação das empresas com a natureza faz surgir novos cargos multidisciplinares; profissional precisa ser flexível

SÃO PAULO – Diante da preocupação das empresas com o meio ambiente, abriu-se um mercado de trabalho voltado para essa área, tanto para técnicos quanto para pessoas do nível superior.

Apesar de ser multidisciplinar, o que significa que abrange diversos assuntos, como direito e biologia, as companhias querem pessoas formadas em profissões relacionadas à natureza.

De acordo com a coordenadora da área de meio ambiente do Senac São Paulo, Luciana Furukawa, isso já é possível porque existem cursos bons relacionados à área no Brasil, como os oferecidos por faculdades públicas de gestão ambiental e engenharia ambiental, e os técnicos.

Diferença

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Dentro das empresas, o trabalho desses três tipos de profissionais citados acima são diferenciados. “O técnico ambiental é um nível médio de educação. Ele tem como função auxiliar na rotina do programa de preservação do meio ambiente da empresa, como analisar resíduos e conscientizar sobre tecnologias a serem usadas”, explicou Luciana.

Os engenheiros ambientais, por sua vez, são mais voltados às questões tecnológicas em si. “Eles identificam os impactos da produção para a natureza, encontram ações para minimizar os impactos, fazem pesquisas em termos de tecnologia, avaliam a legislação e gerenciam passivos”.

Os gestores ambientais, por sua vez, conduzem todas essas ferramentas de maneira a definir qual a legislação ou a tecnologia usada. “Mas na tomada de decisões, é necessário consenso entre todos eles, além dos diretores gerais das empresas, porque esbarra na questão financeira”.

Qualidades

Os profissionais ligados ao meio ambiente devem empregar o termo sustentabilidade, que nada mais é do que aliar o desenvolvimento econômico à preservação do meio ambiente, além de ajudar nas questões sociais de forma a não prejudicar o abastecimento no futuro.

“Por ter que lidar com essa questão, o profissional deve ser flexível, saber negociar bem os interesses em prol do meio ambiente, saber de questões que não são de sua área, como legislação e engenharia, ser um bom ouvinte e ter noção das finanças da empresa também”, afirmou Luciana.

Campo promissor

A pessoa que pretende atuar na área tem um mercado de trabalho aberto pela frente, já que as empresas estão se preocupando cada vez mais com a questão ambiental.

“Mas precisa ser alguém que não pense que responsabilidade ambiental é apenas coleta seletiva. Tem que ser uma pessoa de mente aberta e que acompanhe a evolução das ações ambientais”.

Segundo Luciana, esse é um campo promissor, que tem crescido bastante. A rotina do profissional requer análise do processo de produção para identificar problemas e para encontrar soluções ambientais.