Preparado para o novo emprego? Veja dicas de como sobreviver a ele

Novo emprego exige habilidade e jogo de cintura dos profissionais que quiserem causar uma boa impressão no trabalho

SÃO PAULO – Começar em um novo trabalho pode se revelar uma difícil tarefa para alguns profissionais, já que é nesta hora que muitos precisam colocar em prática não apenas os conceitos teóricos aprendidos na universidade, mas também lançar mão de sua capacidade de adaptação a novas situações para se manter no emprego.

E se o momento exige uma certa habilidade no trabalho, é preciso se lembrar também como manter esse jogo de cintura, afinal, qualquer pequeno deslize pode colocar em risco o emprego tão sonhado, não é mesmo?

Pensando justamente nisso e em orientar os profissionais, o especialista em carreiras e sócio-fundador da Aliiance Coaching, Pablo Aversa, preparou algumas dicas de como os trabalhadores devem se preparar para sobreviver a um novo emprego.

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Para ele, um dos passos mais importantes dessa empreitada é não ter medo e se lembrar que não existe nada de errado em ter esse sentimento de vez em quando, mas que é preciso saber como lidar com cada situação.

Sobreviva!
Para garantir seu emprego fique atento as dicas a seguir:

Desenvolva a arte de ser um aprendiz: seja genuíno sobre o que não sabe, mas sem parecer incompetente. Como? Informando com firmeza que você possui a clara compreensão do funcionamento das coisas e do que as pessoas esperam de você. Aliás, essa deve ser sua prioridade no trabalho. “Essa é a desculpa perfeita para quem não tem a mínima ideia do que está rolando ou mesmo de como desempenhará seu trabalho. Mas é certo que funciona”, diz Aversa.

Planeje como impactar: determine como causar um impacto real, mas não atropele as coisas. Estabeleça uma meta e planeje alcançar algo razoavelmente visível e impactante.

Desça do pedestal: nem sempre as altas expectativas costumam vir do seu gestor ou de outras pessoas da companhia, mas sim de você mesmo. Por isso, fique atento! Maníacos por resultados, profissionais ou apenas pessoas simplesmente competentes têm o péssimo hábito de se colocar em maus lençóis ao se içar em pedestais. “Com isso, o profissional coloca em si próprio uma pressão desnecessária, o que lhe dá maiores chances de se dar mal, cometer erros de julgamento e coisas do gênero. Além disso, a maioria dos trabalhos já é desafiadora o suficiente sem essa carga adicional de pressão irracional que vem de dentro de sua cabeça”, esclarece Aversa.

Encare o seu medo, não a sua ansiedade: muitas pessoas acham que medo e a ansiedade são a mesma coisa, mas não são. O medo é uma resposta emocional em relação a uma ameaça real ou percebida, ao passo que a ansiedade é uma apreensão sobre algo que você está antecipando ou mesmo sobre algo desconhecido. Em outras palavras, isso significa que é preciso reconhecer do que você realmente tem medo. “Dessa forma, você pode confrontá-lo e determinar se é justificado ou não”, esclarece Aversa. Para ele, fazer isso é melhor do que divulgar seu medo aos demais colaboradores de uma empresa, que certamente vão achá-lo inseguro.