PPA: mais uma alternativa para planejar sua aposentadoria

Empresas que patrocinam planos de previdência aos funcionários têm mostrado interesse na adoção de programas como este

SÃO PAULO – Aposentadoria. A maioria das pessoas sonha com o momento de pendurar as chuteiras e curtir a vida. Mas, partindo para a realidade, sabe-se que a decisão de simplesmente parar de trabalhar não é fácil assim.

Mais do que pensar no futuro, é preciso estar realmente pronto para este período. E isso exige planejamento. Com esse objetivo, empresas que patrocinam planos de previdência aos seus funcionários têm mostrado interesse na adoção de programas de preparação para a aposentadoria, conhecidos como PPAs.

Quanto mais cedo, melhor

O que se percebe, de acordo com pesquisa realizada pela Abrapp, é que a preocupação dessas companhias está direcionada para os funcionários mais antigos, que estão a um ano da aposentadoria.

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E mais: algumas empresas se destinam a ex-empregados já aposentados. Para se ter uma idéia, das 85 empresas que participaram do estudo, apenas uma declarou disponibilizar o programa a todos os funcionários, sem levar em consideração o tempo de “casa” ou quanto tempo ainda faltava para a aposentadoria.

Atenta a essa realidade, a psicóloga Ana Fraiman apresenta um novo modelo de PPA, chamado “Planejamento Estratégico de Vida e Carreira”. O objetivo? Que os profissionais, já a partir dos 30 anos, comecem a planejar o seu futuro, dentro e fora do atual ambiente de trabalho.

“Com o mercado de trabalho estrangulado, as pessoas têm que formular o plano B e o plano C; isso exige que elas se imaginem fora da empresa”, declarou a psicóloga à Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar).

Menos idade, mais naturalidade

Ana Fraiman destaca que as pessoas mais jovens conseguem planejar o futuro fora da empresa com mais naturalidade.

Aqueles com mais maturidade nem sempre têm condições de se ver distantes da companhia, já que se tornam mais produtivos à medida que a idade da aposentadoria vai chegando. Diante de tantos compromissos profissionais, altos executivos se declaram sem tempo para treinar um “substituto”, ou mesmo para planejar o futuro longe da empresa.

Problemas na pós-carreira

Perto dos 55 anos, a maioria dos profissionais apresenta-se no auge da carreira, e não vê motivos para pensar em parar, embora a aposentadoria esteja próxima. Com isso, o planejamento da pós-carreira acaba sempre adiado.

Na hora H, muitos se ressentem de não ter um plano arquitetado. Têm conhecimento e experiência, mas não encontram a melhor maneira de aplicá-los.

Os executivos que optam por abrir uma empresa, por exemplo, estão tão habituados a contar com o apoio de secretária ou assistentes que, ao precisarem começar um negócio e desempenhar múltiplas funções sozinhos, acabam enfrentando dificuldades.