Corrupção e gestão

Por que as pessoas querem que Abílio Diniz seja vice da CBF

Depois de escândalos de corrupção ameaçarem Marco Polo Del Nero, um movimento interno quer que Abílio assuma

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SÃO PAULO – Na próxima quarta-feira, 16 de dezembro, a CBF elegerá seu próximo vice-presidente, e pode contar com um candidato um tanto inusitado: o empresário Abílio Diniz. Ou pelo menos é isso que querem alguns grupos internos.

O prazo para inscrições de candidatos ao cargo se encerra nesta sexta-feira, 11, às 17h. Por enquanto o único que concorre é Antônio Carlos Nunes, presidente da Federação do Pará, indicado pela gestão atual para assumir a vaga deixada por José Maria Marin, que renunciou por meio de uma carta enviada da prisão domiciliar em que se encontra nos EUA.

Caso Diniz aceite o convite, ele poderia tornar-se presidente da entidade se ocorresse impedimento do atual presidente, Marco Polo Del Nero, de exercer o cargo. Atualmente ele se encontra licenciado por conta de esquemas de corrupção investigados pelo FBI que envolvem a Copa do Mundo do ano passado.

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Para quem apoia a candidatura do bilionário, que se tornaria a pessoa mais velha no quadro de vices da CBF, ele tem habilidade para gerir uma entidade que passa por problemas administrativos: os três últimos presidentes cometeram crimes revelados pelas investigações que ocorreram internacionalmente. Diniz trabalha desde os 20 anos de idade e é o principal responsável pela transformação do Grupo Pão de Açúcar no império que é hoje: Pão de Açúcer nasceu como uma doceria criada por seu pai, Valentim, em 1948.

A campanha pela candidatura a vice já está em voga há 17 dias e conta com apoio de clubes, jogadores e federações. Abílio, presidente do conselho de administração da BRF, é torcedor fanático do São Paulo Futebol Clube.

Atualização: 

De acordo com informações do Globo Esporte, Abílio Diniz recusou a oferta para concorrer ao cargo, mas aceitou assinar um manifesto pedindo a renúncia do atual presidente e toda a diretoria atual – além da convocação de novas eleições.