Política de sucessão de funcionários é rara entre empresas brasileiras

De 308 empresas que participaram do estudo, 159 não possuem nenhum método ou procedimento para sucessão

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SÃO PAULO – A decisão de ter um processo formal de sucessão de profissionais ainda não é regra entre as empresas atuantes no Brasil, de acordo com uma pesquisa realizada pela DBM, em parceria com a ACTA Educação RH e Carreira.

De 308 empresas que participaram do estudo, 159 não possuem nenhum método, política ou procedimento relativo à sucessão. O número representa 52% das empresas.

O quadro piora quando se excluem as companhias de capital estrangeiro. Entre as de capital nacional, apenas 26% mantêm programas formais de sucessão.

Preocupação

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De acordo com a diretora da ACTA, Carla Mello, as empresas ainda não perceberam que, se os executivos em altos cargos subitamente as deixarem, grandes prejuízos podem ocorrer por não existir dentro da organização alguém pronto para ocupar a posição.

A pesquisa levou em conta empresas de pequeno, médio e grande portes, de capital nacional ou multinacional em operação no Brasil.

Foram ouvidos executivos em cargos de gerência, diretoria, vice-presidência e presidência de empresas com até cem funcionários (8,77% da base pesquisada) a empresas com mais de 5 mil colaboradores (33,44% do total), passando por companhias que empregam de 101 a 500 funcionários (17,86% dos casos), por empresas com 501 a 1 mil colaboradores (9,09%) e aquelas que reúnem de 1001 a 5 mil funcionários (30,84% da base pesquisada).

Grandes se destacam

O processo estruturado de sucessão é mais comum em grandes empresas. Das 103 empresas pesquisadas com mais de 5 mil funcionários, nada menos que 69% adotam regras formais para sucessão de profissionais. Já entre as companhias que reúnem entre 1001 e 5 mil funcionários, 56% têm uma política.

“A maior parte das empresas com grande número de funcionários já passou por vários ciclos de desenvolvimento e, por isso, tem conhecimento mais claro sobre a necessidade de se gerenciar a sucessão. É isso que faz com que elas sejam as que mais assumem a necessidade de ter um plano de sucessão definido”, diz o presidente da DBM, Claudio Garcia.