Poder de compra dos brasileiros é o maior entre latino-americanos

Em lista com 73 países, trabalhadores de São Paulo aparecem na posição 45 e os do Rio de Janeiro, na posição 48

SÃO PAULO – Em que lugar do mundo é possível comprar mais produtos ou serviços com a renda média da população? Uma pesquisa realizada pelo banco UBS, com o intuito de responder a essa pergunta, mostrou que as cidades brasileiras estão bem posicionadas no quesito “poder de compra”, quando comparadas com as demais da América Latina.

São Paulo ocupa a 45ª posição no ranking de poder de compra, enquanto o Rio de Janeiro está na 48ª posição. A próxima cidade latino-americana que aparece na lista composta por 73 cidades é Bogotá (Colômbia), na 52ª posição, seguida por Buenos Aires (Argentina), na 55ª posição, e por Santiago (Chile), na 57ª posição.

Entre as cidades vizinhas, ainda aparecem na lista Lima (Peru), na 58ª posição, Caracas (Venezuela), na 61ª posição, e Cidade do México (México), na 69ª posição. O ranking levou em consideração os salários líquidos dos trabalhadores, depois da incidência de impostos, taxas e contribuições.

Maior poder de compra

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Na tabela abaixo é possível conferir as dez cidades em que a população tem maior poder de compra:

PosiçãoCidadePaís
ZuriqueSuíça
SidneyAustrália
LuxemburgoLuxemburgo
DublinIrlanda
MiamiEUA
Los AngelesEUA
GenebraSuíça
Nova YorkEUA
ChicagoEUA
10ºNicosiaChipre

Fonte: UBS

Pesquisa

De acordo com a pesquisa, somente os salários não determinam o padrão de vida em uma cidade em particular. O que se deve fazer é dividir o salário médio anual pelo preço de uma cesta de bens e serviços. Esse cálculo fornece o poder de compra da população local e torna possível a comparação entre cidades.

Em uma cidade do oeste europeu, um ano de salário bruto pode comprar 13 cestas de produtos e serviços, enquanto no leste do continente só é possível comprar seis delas. Na América do Norte, o trabalhador pode adquirir a mesma cesta 16 vezes, enquanto os da América do Sul só podem comprar cinco.

Outro exemplo de discrepância acontece com os trabalhadores de Sidney (Austrália) podendo adquirir 16 cestas padronizadas pela pesquisa, enquanto em cidades da Ásia é possível adquirir apenas 5,5.