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Poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,30% em maio

Taxa é maior do que a registrada em abril, quando foi de 0,28%; despesas pessoais puxaram alta de preços

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SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,30% no quinto mês do ano, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas do Brasil e Fecomercio-SP e divulgado nesta quarta-feira (10).

No quarto mês de 2009, o poder de compra havia caído menos, 0,28%. O acumulado dos últimos 12 meses também apresentou recuo: de 6,34% registrados em abril para 5,37% em maio. Nos primeiros cinco meses do ano, o percentual atingiu 1,81%.

Despesas da classe média

No quinto mês do ano, dos sete grupos de despesas analisados, apenas Alimentação registrou queda de preços. O arroz e o feijão, principais alimentos da mesa do brasileiro, pressionaram essa inflação para baixo, com taxas de -4,28% e -4,22%, respectivamente. Além disso, produtos hortifrutigranjeiros também registraram queda de preços, de 3,10%.

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O destaque de alta ficou com despesas pessoais, grupo que subiu 1,28% em maio, incentivada pelo preço dos cigarros, que ficaram 10,65% mais caros, devido ao aumento da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do produto.

Confira abaixo quais foram as variações mensais de preços registradas em maio:

GrupoTaxa
Alimentação-0,08%
Habitação0,18%
Despesas Pessoais1,28%
Saúde0,67%
Transportes0,16%
Vestuário0,32%
Educação0,04%
Geral0,30%

Fonte: Ordem dos Economistas do Brasil/
Fecomercio-SP

Pesquisa

Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.

No entanto, desde outubro do ano passado, a estrutura de ponderação dos bens e serviços que compõem o índice foi atualizada, de acordo com os dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) do ano de 1998/1999. A nova cesta de consumo é representativa para as classes que recebem entre 5 e 15 salários mínimos, com uma renda média de R$ 4.150.

O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.

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