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Poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,28% em abril

Inflação é menor do que a registrada em março, quando foi de 0,40%; saúde e despesas pessoais puxaram alta de preços

SÃO PAULO – O poder de compra da classe média paulistana diminuiu 0,28% no quarto mês do ano, de acordo com o ICVM (Índice de Custo de Vida da Classe Média), medido pela Ordem dos Economistas do Brasil e Fecomercio-SP e divulgado nesta sexta-feira (15).

No terceiro mês de 2009, o poder de compra havia caído mais, 0,40%. Já o acumulado dos últimos 12 meses, também apresentou recuo: de 6,54% registrados em março, para 6,34% em abril. No primeiro quadrimestre do ano, o percentual atingiu 1,50%.

Despesas da classe média

No quarto mês do ano, dos sete grupos de despesas analisados, quatro registraram inflação em relação a março, porém dois, Alimentos e Habitação, tiveram redução, enquanto Educação ficou próximo da estabilidade.

Os principais vilões da alta de 0,28% no custo de vida em março foram os grupos Saúde, com avanço de 1,51%, Despesas Pessoais, com aumento de 0,60%, vestuário, com alta de 0,39% e Transportes, com acréscimo de 0,26%. No primeiro, as principais contribuições para o acréscimo foram dos subgrupos Planos de Saúde e Remédios, que registrou alta de 0,71% em abril, e Produtos Farmacêuticos, com elevação de 4,16%.

Em despesas pessoais, o destaque ficou com cigarros, que apresentou alta de 13,41%. Em vestuário, o destaque foi o item roupa infantil (0,82%), enquanto em Transportes, a pressão veio de carros usados, com alta de 0,69%.

Confira abaixo quais foram as variações mensais de preços registradas em abril:

GrupoTaxa
Alimentação-0,25%
Habitação-0,10%
Transportes0,26%
Despesas Pessoais0,60%
Vestuário0,39%
Saúde1,51%
Educação0%
Geral0,28%

Fonte: Ordem dos Economistas do Brasil

Pesquisa

Desde junho de 1981, a Ordem calcula mensalmente o custo de vida da classe média no município de São Paulo, tendo como base as despesas das famílias com renda mensal na faixa de 6 a 33 salários mínimos. A partir de julho de 1994, foi adotado novo critério, com mudança da faixa de renda de 10 a 40 mínimos.

No entanto, desde outubro do ano passado, a estrutura de ponderação dos bens e serviços que compõem o índice foi atualizada, de acordo com os dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) do ano de 1998/1999. A nova cesta de consumo é representativa para as classes que recebem entre 5 e 15 salários mínimos, com uma renda média de R$ 4.150.

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O cálculo leva em consideração os preços médios do mês atual comparados com os valores médios do mês imediatamente anterior. Portanto, ele não retrata a variação de preços do primeiro ao último dia útil do mês.