Planos das empresas em prol do engajamento não funcionam; veja o motivo

Muitos empresários acreditam que o planejamento estratégico de uma empresa é uma atividade solitária

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SÃO PAULO – Segundo pesquisa do International Project Management Institute, nos últimos 10 anos, não houve crescimento significativo no índice de sucesso dos planos estratégicos.

Para complicar, a avaliação de uma lista com importantes planos de empresas norte-americanas, realizada pelo Standish Group, recebeu o nome de “Chaos Report”, uma vez que, enquanto apenas 26% dos projetos desenvolvidos podem ser considerados como “sucessos”, 28% são fracassos confirmados e os restantes 46% não podem ser definidos como uma coisa nem outra.

Motivo

A razão desses fracassos, na opinião do coordenador do Comitê de Criação do CONARH 2008 (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), Luiz Augusto Costa Leite, é que muitos empresários acreditam que o planejamento estratégico de uma empresa é uma atividade solitária ou limitada a um grupo de consultores e experts, que precisa ser seguida à risca em passos, etapas e processos pelo restante da organização.

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“Os gestores de pessoas e os empresários devem entender que o engajamento das equipes de trabalho é algo que se conquista ao longo do planejamento, e não depois de finalizá-lo”, afirma ele.

Caso bem-sucedido

Quando o assunto é planejamento estratégico, muitos se lembram de um caso bem-sucedido, que é o da empresa canadense Cirque Du Soleil. Em maio, ao participar do 2º ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos), Alfredo Castro, diretor-sócio da MOT (Mudanças Organizacionais e Treinamento), lembrou que, com 3,5 mil funcionários de 40 nacionalidades diferentes, crescimento anual de 15% e investimento de 70% do lucro em pesquisa e desenvolvimento, trata-se de um dos principais casos de liderança de sucesso, atualmente.

Não é à toa que, em 2007, o empresário Guy Laliberté, que comanda a organização, figurou na lista dos bilionários da revista Forbes. O diretor da MOT listou algumas características de Laliberté que foram essenciais para seu sucesso à frente da administração do Cirque:

  • Determinação;
  • Visão;
  • Compromisso com um ideal;
  • Resiliência;
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  • Coragem para mudar;
  • Prazer para educar e servir;
  • Respeito à diversidade;
  • Paixão pelo que faz;
  • Visão coletiva;
  • Crença nas pessoas.

Imagine ter de lidar com 3,5 mil pessoas, originárias de vários países, que falam idiomas diferentes, e precisam se entender entre si, ou seja, necessitam trabalhar em harmonia, pois o espetáculo deve ser bom o suficiente para emocionar o público. Nas últimas décadas, mais de 50 milhões de espectadores já assistiram às apresentações do Cirque du Soleil.