Petros, Previ, Funcef: saiba quais setores interessam os executivos dos fundos

Sem deixar de diversificar, principais fundos de pensão mostram interesse por setores como consumo e infraestrutura

SÃO PAULO – Com a crise internacional ainda em voga, diversos dos mais importantes gestores de fundos do Brasil continuam a apostar nos investimentos voltados para o mercado doméstico.

Em um ciclo de palestras sobre o setor de private equity no Brasil, promovido pela ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital), gestores de quatro grandes fundos do País informaram na noite de segunda-feira (16) quais são seus principais setores de alocação para esse ano, assim como um executivo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Para Renê Sanda, diretor de investimentos da Previ – fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil -, os investimentos do fundo estarão voltados para as áreas de tecnologia, saúde e varejo, na tentativa de se beneficiar da ascensão da classe C.

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Nessa linha de pensamento, Carlos Fernando Costa, diretor financeiro e de investimentos da Petros, responsável pela previdência dos funcionários da Petrobras (PETR3, PETR4), também aposta na mobilidade social para indicar os setores de consumo e varejo como os de sua preferência.

Apesar de também levar em consideração o aumento do salario real para exaltar as aplicações no mercado doméstico, o diretor de investimentos da Funcef – fundo de previdência dos funcionários da Caixa -, acredita na diversificação, embora ressalte as áreas com vantagens competitivas – como o pré-sal, já que o Brasil é o único país a explorar o petróleo em tamanha profundidade – e, mais especificamente, a de infraestrutura.

Diversificação
Maurício Wanderley, diretor de investimentos e finanças da Valia – responsável pela previdência dos funcionários da Vale – também revela as boas oportunidades que se encontram na área de infraestrutura, mas afirma que sua estratégia passa por fundos multisetoriais, na busca pela diversificação.

Do mesmo modo, Júlio Raimundo, diretor da área industrial, de mercado de capitais e capital empreendedor do BNDES, também prega a diversificação da carteira. Contudo, o executivo demonstrou um interesse maior pelas áreas de inovação e tecnologia.