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Pesquisas: IBGE quer ampliar alcance das pesquisas de emprego e renda

Isso porque o ideal é que se estude o mercado de trabalho para cada unidade da federação e para os municípios maiores

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SÃO PAULO – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pretende ampliar o alcance de suas investigações sobre a área de emprego e renda no país. Segundo o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, o ideal é que se estude o mercado de trabalho para cada unidade da federação e para os municípios maiores.

Isso porque, atualmente, a PME cobre apenas as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. “Desde 1981, quando a pesquisa foi implantada, a intenção era que fosse aplicada em todas as regiões metropolitanas, mas em função da falta de recursos, a abrangência não foi adotada”, informa Azeredo em entrevista à Agência Brasil.

30% da população

Apesar de abranger apenas seis capitais do País, a pesquisa atual é representativa, pois reúne cerca de 30% da população ocupada do território nacional. “Devido à interiorização do emprego, há necessidade hoje de uma pesquisa que dê conta do mercado de trabalho a nível nacional, incluindo todas as regiões metropolitanas, unidades da federação e até mesmo de municípios maiores que não sejam capitais”, afirmou o coordenador.

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De acordo com Azeredo, a idéia é integrar as várias pesquisas que fazem parte da coordenação de área de Trabalho e Rendimento do IBGE (Pesquisa Mensal de Emprego, Pesquisa de Orçamento Familiar, Pesquisa de Economia Informal Urbana e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio).

“A expectativa é que o projeto esteja implantado em 2008, mas ainda são necessários estudos para definir, por exemplo, qual seria a abrangência geográfica e qual seria sua periodicidade”, informou.

Impasse

Na última semana, após a divulgação dos dados da PME de julho, o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, fez críticas aos resultados da pesquisa e disse que os dados não refletiam a realidade.

A reclamação partiu, exatamente, porque a pesquisa abrange apenas algumas regiões metropolitanas e, segundo o ministro, outro levantamento (Caged) havia comprovado um crescimento do emprego em regiões não-metropolitanas.