Pesquisa revela que 95% das empresas estão adaptadas à Lei de Saúde

Entre 249 empresas, 81% oferecem planos odontológicos e 45% gastam valores entre 7,51% e 12,50% da folha de pagamento

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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Watson Wyatt em 32 países, incluindo o Brasil, e com mais de 7 mil profissionais, revelou que a grande maioria dos planos de assistência médica (95%) já está adaptada à Lei de Saúde (9.656/98). Além disso, 81% das organizações oferecem planos odontológicos.

Outros destaques do estudo é que 49% das 249 empresas entrevistadas dividem os custos com os empregados por meio de contribuições fixas mensais, 38% permitem que eles façam upgrades para padrões superiores de planos médicos (embora 46% definam o plano segundo o cargo do funcionário), 20% permitem a inclusão de companheiros do mesmo sexo e 45% delas gastam valores que correspondem entre 7,51% e 12,50% da folha de pagamento com assistência médica.

Quanto efetivamente gastam as empresas

Porcentagem do custo assumido pela empresa:
Percentual pago pela empresaBásicoIntermediárioSuperior
Empresa assume 0%2%1%1%
Até 50%9%9%9%
Entre 50% e 59%1%2%0%
Entre 60% e 69%3%7%2%
Entre 70% e 79%12%15%15%
Entre 80% e 89%9%12%12%
Entre 90% e 99%10%13%17%
Empresa assume 100%54%41%44%

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Fonte: Consultoria global Watson Wyatt

Aumento dos preços

Com relação ao aumento dos preços dos planos de saúde, 28% informaram que não houve aumento nos custos do plano médico ante o mesmo período do ano anterior e 77% daquelas que oferecem plano odontológico informaram que não sofreram alta nos custos, na mesma base de comparação.

No entanto, 40% afirmaram que não sabem qual será o percentual de aumento de custo para o próximo ano. Dentre as organização que responderam conhecer quanto será o aumento, a maioria aposta em alta entre 7,6% e 10%.

Quando o assunto é repasse dos custos ao trabalhador, 47% das companhias pretendem repassar as potenciais elevações de custos para os empregados. Já no que se refere ao uso consciente, 29% realizam palestras informativas; 22% desenvolveram uma ampla abordagem de comunicação; 21% mapearam o perfil de risco da população e 22% identificaram os doentes crônicos ou com necessidades especiais.