Pesquisa: falta de mão de obra e burocracia limitam expansão de empresas

Segundo a International Business Report 2011, não contar com mão de obra qualificada é um desafio para 49% dos ouvidos

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SÃO PAULO – A disponibilidade de mão de obra qualificada é um dos principais fatores que limitam a capacidade de crescer e expandir os negócios das empresas brasileiras. A informação consta no International Business Report 2011 da empresa de auditoria e consultoria Grant Thornton. Segundo a avaliação, não contar com mão de obra qualificada é um desafio para 49% dos ouvidos.

As regulações e a burocracia imposta às empresas também são bastante citadas, com 52% das respostas. Na comparação com a pesquisa realizada no ano passado, a ausência de trabalhadores qualificados na quantidade desejada é um problema que cresceu 19% no número de respostas, enquanto a burocracia e as regulações cresceram 15%.

Tanto a questão da mão de obra quanto o tópico burocracia são mais citados pelos empresários brasileiros do que na média dos executivos ouvidos em outros países da América Latina e do restante do mundo.

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A escassez de mão de obra qualificada disponível é citada 37% dos executivos na Argentina, 38% no México, 25% na Alemanha, 20% nos Estados Unidos e 17% no Reino Unido. Na Índia, no entanto, o problema também preocupa muito o empresariado: 51% dos executivos ouvidos apontaram a falta de trabalhadores capacitados como preocupação. Esse item apresentou o maior crescimento da última pesquisa para a atual (7% na média global).

“As empresas terão que começar a criar alternativas para suprir essa carência de mão de obra, qualificando e investindo na preparação de profissionais que estão ingressando no mercado, com cursos e treinamentos. Sem isso, pode haver um encarecimento muito grande desse tipo de mão de obra e recrutamento de profissionais do exterior”, comenta o diretor de marketing e comunicação para America Latina de Grant Thornton, Javier Martínez.

Burocracia
Já quanto à preocupação com as regulações e a burocracia, o Brasil lidera. Enquanto 52% dos executivos brasileiros colocam esse tópico como um dos principais limitadores da capacidade de crescer e expandir negócios, ele chega a 39% na Argentina, 28% no México, 30% na África do Sul e apenas 20% na Espanha. Na Índia, o índice alcança patamares semelhantes ao brasileiro: 47% das respostas.

“A burocracia continua sendo a maior preocupação dos empresários brasileiros quando falam sobre crescimento ou expansão. O Brasil ainda é um dos países com maior número de trâmites por fazer e os empresários precisam, num mundo digital, de rápida movimentação e menor quantidade de tempo investido neste tópico. O Brasil tem que liderar os mercados emergentes nesta categoria também”, opina Martínez.

No Brasil, o terceiro tópico mais citado pelos executivos foi o custo de financiamento, que contou com 28% das respostas. Esse item também foi bastante lembrado pelos empresários de outras nações. Na Argentina, por exemplo, o custo de financiamento lidera a preocupação quanto à limitação para crescimento dos negócios, com 52% das respostas. No México, com 29% das respostas, esse tópico é o segundo mais citado, assim como na Alemanha, onde conta com 27% das lembranças, e na China, com 36%.

Segundo os executivos brasileiros ouvidos pela pesquisa, a menor preocupação é com a diminuição de pedidos ou redução de demanda, apontada por apenas 10% dos ouvidos. A infraestrutura em tecnologia da informação também teve indicadores menos expressivos: 16% no País.

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