Pesquisa da Catho indica que empresas estão preferindo contratar desempregados

Em 2007, a contratação de desempregados foi de 63,08% contra 36,92% de empregados. Percentual cresce desde 2004

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SÃO PAULO – Quem está desempregado e aguarda ansiosamente uma oportunidade, aí vai uma boa notícia: as empresas têm priorizado desempregados ante empregados no processo seletivo, de acordo com a pesquisa do Grupo Catho intitulada “A contratação, a demissão e a carreira dos profissionais brasileiros”, realizada entre março e abril deste ano, com 12 mil profissionais de todo o País.

A escalada da preferência pelos desempregados começou em 2004, primeiro ano em que a contratação desses profissionais foi superior à de empregados (50,94% ante 49,06%). Em 2005, o percentual de desempregados saltou para 53,05% e, no ano seguinte, para 58,59%. Já em 2007, a contratação de desempregados foi de 63,08% contra 36,92%.

Posição

A contratação de desempregados é mais frequente entre níveis hierárquicos inferiores, especialmente para cargos operacionais (62,97%) e cargos administrativos (62,22%). A contratação para essas posições supera, inclusive, o número de trainees e recém-formados (categorias nas quais tende a ser maior o efetivo de pessoas sem experiência profissional anterior), 47,13% e 58,93%, respectivamente.

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Nas posições de presidente, diretor, gerente, supervisor, profissional especializado, consultor independente, consultor de empresas de consultoria e professor universitário, a contratação de empregados supera a de desempregados, segundo a pesquisa.

Motivos do aumento

A admissão de profissionais em situação de desemprego é especialmente expressiva nas empresas de porte pequeno, mas isso pode ser explicado: 80,85% dos profissionais desempregados aceitaram a primeira proposta salarial feita pelo empregador, sem qualquer tentativa de negociação, e 34,16% deles aceitaram salários inferiores aos da última ocupação. A aceitação de benefícios inferiores aos do último emprego é ainda maior: 44%.

Curiosamente, 41,32% dos entrevistados que estavam desempregados no momento de suas contratações afirmaram ter conseguido cargos hierarquicamente superiores ante seus últimos empregos, e 40,36% declararam ter conseguido um salário melhor.