Pesquisa: 40% dos alunos de inglês patrocinados por empresas não progridem

Em 2006, 31,38% dos alunos de inglês obtiveram progresso abaixo da meta e, em 2007, 39,55% tiveram o desempenho ruim

SÃO PAULO – Pesquisa revela que cerca de 40% dos alunos que estudam um idioma de forma patrocinada, isto é, contando com ajuda de custo da empresa, não atingem o progresso mínimo.

No ano passado, a Bridge Inglês Personalizado (Projeto BIRD de Consultoria em Idiomas), que realizou a pesquisa, acompanhou o desenvolvimento de 220 alunos que aprendiam um idioma com apoio financeiro da empresa. Desses, 87 (39,55%) tiveram a bolsa suspensa, porque não alcançaram a meta de progresso mínimo.

Anos anteriores

Em 2005, 67,02% dos alunos obtiveram um aproveitamento acima do esperado, ou seja, alcançaram 70% ou mais da meta anual de progresso, de acordo com o sócio-fundador da Bridge Inglês Personalizado e diretor do Projeto BIRD de consultoria em idiomas, Paulo Sanchez.

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Já em 2006, foram pesquisados 188 alunos, que contaram com uma verba anual de mais de R$ 4,7 mil da empresa para estudar. O resultado mostrou que 21,81% deles atingiram a meta ideal e mantiveram a mesma verba para o ano seguinte e 12,23% (23 alunos) superaram a meta ideal e ganharam um aumento na verba.

No entanto, 59 alunos, número que corresponde a 31,38% do total, obtiveram progresso abaixo da meta e tiveram o subsídio reduzido, e 65 alunos (34,57% do total) não atingiram a meta mínima proposta e tiveram a sua bolsa suspensa.

Desempenho ruim

Sanchez explica o desempenho ruim de 34,57% dos alunos em 2006 e 39,55% em 2007 fazendo uma analogia com a escola dos filhos desses profissionais: alguns alunos se sobressaem, outros são regulares e existem os que repetem de ano.

“São inúmeros os fatores envolvidos no processo de aprendizado, o que praticamente torna impossível uma análise mais detalhada. Por exemplo, há alunos com dificuldade, há os que faltam às aulas, há escolas mais ou menos competentes, o aprendizado não é linear, existem diferenças de produtividade entre aulas individuais e em grupos, enfim, há um pouco de tudo”, garante.

Sobre a pesquisa

Com o intuito de realizar o levantamento, a consultoria desenvolveu um ScoreCard por meio de uma meta de progresso individual para cada colaborador em curso, atrelada a uma política de conseqüências que poderia resultar na manutenção, aumento ou encerramento da ajuda da empresa, dependendo dos resultados alcançados.

Para quantificar o resultados, o projeto BIRD desenvolveu uma adaptação da escala do Conselho Europeu, com variação de 1% a 100%, de forma a refletir os resultados em percentual.