Peritos do INSS voltam ao trabalho nesta quarta-feira, dia 20

Enquanto o INSS aceita algumas reivindicações dos médicos, outros funcionários do instituto iniciam greve

SÃO PAULO – Os médicos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) suspenderam a greve que já durava desde a última sexta-feira (15).

A decisão de retomar os trabalhos a partir desta quarta-feira (20) partiu depois de uma assembléia eletrônica dos médicos da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) na última terça-feira (19).

Aprovação atinge 65% dos votantes

A decisão foi tomada por 65% dos votantes, que tiveram como base uma pauta acordada entre a ANMP e o presidente do INSS, Valdir Simão, ainda na terça-feira pela manhã.

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Segundo a categoria, o principal resultado foi a decisão de antecipar o envio da carta deferimento/indeferimento de benefício ao domicílio dos segurados sem vínculo empregatício até o próximo dia 29.

O Instituto também fará um levantamento das condições de trabalho e de segurança da perícia médica em todo o País. Esse levantamento será entregue até a próxima sexta-feira (22) junto com as propostas do governo para melhorar as condições de trabalho e segurança dos peritos nas agências com risco de violência.

A partir de agora, as novas unidades de atendimento pericial contarão com vigilância eletrônica para monitoramento e controle de segurança em relação ao acesso e permanência de segurados nas agências. Além disso, o INSS promete instalar aparelhos telefônicos e campainha luminosa como dispositivo de segurança.

Mais greve

Enquanto a greve os peritos acaba, a dos funcionários federais da área de saúde do INSS e dos ministérios da Previdência e do Trabalho suspendem nesta quarta e quinta-feira suas atividades.

Eles reivindicam a implantação de um plano de carreira, a fixação das 30 horas semanais, melhores condições de trabalho e alterações na Medida Provisória (MP) 301, que tramita no Senado.

Perda de direitos

Segundo informações da Agência Brasil, essa MP condiciona o pagamento dos 47,11% referentes a adiantamento do plano de cargos e salários (PCCS) à assinatura de um termo de opção, com a perda de direitos.

Entre eles está a carga horária de 30 horas semanais que, de acordo com a MP, passará para 40 horas, além de alteração na contagem do tempo de serviço para aposentadoria.