Pergunta básica ao líder: o quanto sua equipe confia em você e na empresa?

Uma empresa pode não ser competitiva se gasta muito tempo e dinheiro no controle de seus funcionários

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SÃO PAULO – Inovação, excelência na oferta de produtos ou serviços, qualidade, profissionais competentes. Essas são variáveis conhecidas pelas empresas no geral. Mas, se todo mundo está correndo para uma mesma direção, o que fará diferença na crise? Para o Diretor de Operações da Human Brasil, Fernando Montero da Costa, a resposta se resume a uma palavra: confiança.

“Especialmente em tempos de crise econômica, é muito difícil uma organização sobreviver sem o componente confiança”, afirma ele.

Mas com isso ele não quer dizer que a empresa precisa emanar autoconfiança. Na verdade, ela precisa confiar em sua equipe e vice-versa.

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“Uma empresa não pode continuar sendo competitiva e ter alta performance se gasta muito tempo e dinheiro no controle dos próprios empregados, se não confia neles”, ressalta.

Por que gerar confiança

Para Costa, gerar confiança é essencial. “Tanto os empresários quanto os funcionários se veem mais motivados para investir em aperfeiçoamento quando acreditam que a relação de trabalho será duradoura”, explica.

“Outro aspecto relacionado à confiança é que ela proporciona o compartilhamento de informações. Isso porque nem o pessoal bem formado pode contribuir na melhora dos resultados da empresa se não dispor de informação sobre as dimensões de sua própria atividade, se não souber como usá-las e tampouco interpretar tudo isso”.

Ele menciona sete práticas que podem ajudar na construção dessa relação de confiança:

  • Segurança no emprego;
  • Seleção de pessoal com rigor e método;
  • Redução das diferenças entre categorias;
  • PUBLICIDADE

  • Descentralização da tomada de decisões;
  • Remuneração comparativamente alta e vinculada a resultados;
  • Formação de pessoas;
  • Informação ampla e compartilhada.

Outros diferenciais em tempos de crise

Além de irradiar confiança para sobreviver, uma empresa também não deve abrir mão de pessoas com talento, auto-motivadas, criativas e comprometidas. “Outro alerta é para empresas que não desenvolvem a vocação para assumir riscos e não inovam. Estas poderão correr sérios riscos de naufragar na tormenta da crise”, afirma o especialista.

Daqui por diante, o fato é que cada vez mais irão se sobressair as empresas com visão mais ampla dos processos, das finanças e, sobretudo, da gestão do capital humano. “Isso porque são justamente as pessoas de alta performance que estão por trás da estratégia e da otimização dos processos-chave, que garantam a rentabilidade sustentável da organização”, conclui.