Pequenas empresas: trabalhadores ganham R$ 668 em média, diz Sebrae

De acordo com pesquisa inédita, esse rendimento vem crescendo, mas é 8,4% menor que o registrado em janeiro de 2001

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SÃO PAULO – O rendimento médio real dos empregados diretos das micro e pequenas empresas do estado de São Paulo ficou em R$ 668 em janeiro deste ano; 3% acima dos proventos registrados no mesmo mês de 2005.

A constatação faz parte do estudo inédito “Indicadores Sebrae-SP/Rendimentos e Ocupações” divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Sebrae-SP.

Rendimento real

Esse aumento no rendimento do setor no estado de São Paulo se deve ao bom desempenho do Comércio (3,9%), seguido por Serviços (2,8%) e Indústria (1,4%).

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Apesar do aumento, o rendimento médio (R$ 668) está 8,4% abaixo do que foi registrado em janeiro de 2001, quando se pagava, em média, R$ 729. Por setores, as micro e pequenas empresas da Indústria pagam mais: R$ 755, seguido por Serviços (R$ 710) e Comércio (R$ 621).

Vale notar que no cálculo do rendimento médio foi incluído, além do salário fixo, os honorários, as comissões, ajuda de custo, 13º salário e abono de férias.

Emprego

No mesmo período, garante a pesquisa, os pequenos empreendimentos do estado registraram 4,4 pessoas por empresa, resultado abaixo dos registros de janeiro de 2001, quando o setor ocupava 4,77 pessoas.

No primeiro mês do ano, havia 5,8 milhões de pessoas trabalhando nas micro e pequenas empresas em todo o estado. Desse total, 2,25 milhões (39%) eram sócios-proprietários e familiares e 3,57 milhões (61%) empregados diretos ou terceirizados.

Na comparação de janeiro de 2006 com o mesmo mês do ano passado, 101 mil novas vagas foram criadas. Na capital paulista, o Sebrae registrou crescimento de 3,9% no total de ocupados. No interior e no grande ABC, esse nível avançou 1,8% e 0,8%, respectivamente.

Desempenho por setor

O comércio, diz o estudo, foi o grande criador de novas vagas em janeiro: aumento de 6,5% no número de empregados diretos e 2,5% no número de sócios-proprietários e familiares, na comparação com o mesmo período de 2005.

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Por outro lado, na Indústria notou-se retração de 2,7% e 3,3% no total de empregados diretos e de sócios-proprietários e familiares, respectivamente. O setor de Serviços teve desempenho melhor: queda de 0,8% no total de empregos diretos e avanço de 2,4% no total de sócios-diretores.

O Comércio emprega 2,8 milhões de pessoas, e é o setor com mais contratos formais entre as micro e pequenas empresas. Os setores de Serviços e de Indústria empregam 1,9 milhão e 1,1 milhão de pessoas, respectivamente.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae em São Paulo, José Luiz Ricca, 99% do total de empresas do País se enquadram como MPE e 67% do total de trabalhadores do setor privado brasileiro estão nessas empresas.

Expectativas

Para o gerente de Pesquisas Econômicas do Sebrae em São Paulo, Marco Aurélio Bedê, a tendência de contratação continuará ao longo de todo ano, principalmente a partir do segundo semestre.

Os efeitos para o mercado de trabalho decorrentes da Copa do Mundo e das eleições, além da expectativa favorável quanto à queda na taxa de juros e à expansão do crédito respondem pelo otimismo.