Passo-a-passo para encontrar a carreira no artesanato

A atividade já movimenta R$ 28 bilhões, o correspondente a 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com o Ministério do Desenvolvimento

SÃO PAULO – O artesanato não anda mais à margem do mercado brasileiro. Supermercados, restaurantes e grifes de moda passaram a oferecer os produtos, que hoje contam com um apelo alternativo frente aos industrializados.

A atividade já movimenta R$ 28 bilhões, o correspondente a 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto) e, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, não mais se sustenta na informalidade.

O artesão brasileiro está se organizando em cooperativas, eliminando o intermediário e vendendo seus produtos. Estima-se que 8,5 milhões de pessoas estejam ligadas à atividade.

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São Paulo
No principal estado do Brasil, o trabalho artesanal ainda tem muito espaço, apesar da intensa industrialização e urbanização que acomete suas principais cidades.

Para o artesão que se localiza em São Paulo, os principais pólos que mais se destacam na hora de produzir e comercializar são:

  • Região Metropolitana: São Paulo, Embu das Artes, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;
  • Vale do Paraíba: Caçapava, Cunha, São José dos Campos, São Luiz do Paraitinga, Taubaté, Tremembé;
  • Vale do Ribeira: Apiaí, Bom Sucesso de Itararé, Iguape, Itaoca, Itararé, São Bento do Sapucaí;
  • Litoral (norte e sul): Bertioga, Caraguatatuba, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, São Sebastião, Ubatuba;
  • Interior: Américo Brasiliense, Analândia, Araraquara, Assis, Barra Bonita, Barretos, Bauru, Catiguá, Descalvado, Dois Córregos, Jaú, Motuca, Olímpia, Pilar do Sul, Porto Ferreira, São Carlos, São Miguel Arcanjo, Sorocaba.

Exemplos
Em São Paulo, as feiras de artesanato são uma boa opção de passeio e compras, ou seja, mais consumidores estarão de olho no seu produto.

“O artesão deve ficar atento às principais feiras da cidade. Dessa forma, ele ficará conhecido no meio da arte, além de atingir o principal público da região”, afirma o oficial administrativo da departamento de ouvidoria e divulgação da Sutaco ( Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades), Thomé Madeira.

Confira abaixo o local das principais feiras na região metropolitana de São Paulo:

  • Feira da República: aos sábados e domingos, das 9 às 17 horas, na Praça da República (acesso pela Estação República) do metrô;
  • Feira da Praça Benedito Calixto: Aos sábados, das 8 às 17 horas, na Praça Benedito Calixto;
  • Feira da Liberdade: Aos sábados e domingos, das 9 às 19 horas, na Praça da Liberdade (acesso pela Estação Liberdade) do metrô;
  • Feira do MASP: Aos domingos, das 9 às 18 horas, no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo);
  • Feira de Arte do Bixiga: aos domingos, das 8 às 17 horas, na Praça Dom Orione. Fica na Rua Treze de Maio, próximo à Avenida Brigadeiro Luís Antônio, a 1.000 metros da Estação Brigadeiro;
  • Feira da Kantuta: funciona somente aos domingos, das 11 às 19 horas, na Rua Pedro Vicente, altura do número 600. Fica a 10 minutos de caminhada da Estação Armênia;
  • Feira de Arte, Artesanato e Cultura de Moema: às quartas, sextas e domingos, das 9 às 17 horas. Fica na Praça Nossa Senhora Aparecida com a Avenida Ibirapuera, ao lado da Igreja de Moema.

Suporte
Os interessados em seguir nessa profissão podem entrar na página do PAB (Programa do Artesanato Brasileiro): http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=4&menu=2046.

O programa, de âmbito federal, oferece cursos de capacitação de artesão, empreendedorismo, produção, design, embalagens, elaboração de preço, entre outros.