Passada a crise, confira as tendências do mercado de trabalho

Pesquisa revela que o uso das redes sociais e o deslocamento de poder são alguns dos desafios para as empresas

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SÃO PAULO – O mercado de trabalho mundial terá de estar preparado para quatro tendências no futuro bem próximo, depois de passada a crise: a escassez de talentos, o deslocamento do poder do empregador para o indivíduo, o aumento da sofisticação no gerenciamento dos talentos e a revolução tecnológica, segundo estudo realizado mundialmente pela Manpower.

De acordo com a country manager da Right Management para América Latina, Elaine Saad, as empresas têm pela frente o desafio de lidar com essas tendências que são inevitáveis. “A crise vai passar e os executivos vão precisar lidar com desafios ainda maiores que o ajuste de caixa e que envolvem a própria sobrevivência da empresa”.

No caso do aumento da sofisticação do gerenciamento de talentos, o grande desafio para as empresas será aproveitar o investimento feito em Recursos Humanos, que costumam ter retorno abstrato, para que essa área não perca o espaço que já vem conquistando como parceira de negócios.

Tecnologia

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A interatividade que a internet e as redes sociais podem oferecer estarão cada vez mais presentes no mercado de trabalho, e as empresas devem estar atentas a isso.

“As empresas terão de reconhecer as sociedades virtuais como fontes de aprendizado e potencial solução de problemas. Lugares e horários estão cada vez mais misturados e vamos precisar encontrar soluções em gerenciamento de tempo”, diz Elaine.

Falta de talentos

Diversas pesquisas apontam que falta mão-de-obra qualificada em diversos segmentos. Além disso, o envelhecimento da população economicamente ativa e a migração de jovens talentos para outros países são outros aspectos que contribuem para essa escassez de talentos.

“Existe uma grande incompatibilidade entre aquilo que as empresas precisam e aquilo que grande parte dos profissionais pode oferecer. Além disso, hoje a proporção entre profissionais seniores (acima de 55 anos) é de um para sete. Em 2010, já será um profissional sênior para cada quatro e, em 2025, um para três”.

Deslocamento de poder

Outra tendência do mercado de trabalho será a maior participação do funcionário nas tomadas de decisão nas empresas.

“A pergunta que toda a empresa deve fazer é se ela está se preparando para obter a maior e melhor produtividade de uma força de trabalho que cresce complexa e de forma diferente. Não existe mais espaço para as regras impostas pelas empresas de maneira unilateral”.

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A convivência entre profissionais de gerações diferentes também será outro desafio para as empresas, nos próximos anos. Segundo Elaine, num futuro muito breve teremos quatro gerações trabalhando lado a lado com diferentes tipos de expectativas. “Algumas projeções apontam que os estudantes de hoje terão de dez a 14 empregos até atingirem 38 anos de idade”.