Parcelas do seguro-desemprego podem ser ampliadas para conter crise

Em reunião, o ministro do trabalho e representantes sindicais discutiram medidas para diminuir a crise

SÃO PAULO – Em reunião realizada na última quarta-feira (19), o ministro do trabalho e emprego, Carlos Lupi, e os representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral de Trabalhadores) e Nova Central Sindical de Trabalhadores, discutiram medidas para amenizar os efeitos da crise econômica mundial no mercado de trabalho brasileiro.

Entre as propostas pedidas pelas centrais sindicais estão o aumento do número de parcelas do seguro desemprego e a ampliação desse benefício aos trabalhadores rurais contratados na modalidade do “Plano Safra”.

Nesse caso, o número de parcelas do seguro desemprego poderia chegar até dez, dependendo da realidade do mercado de trabalho do Brasil.

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Atualmente são concedidas de três até cinco parcelas. O valor do benefício varia de um a três salários mínimos.

As propostas

Durante o encontro foram apresentadas 18 propostas para conter a queda do índice de desemprego no País. Um dos itens sugere que, para todo e qualquer recurso público utilizado para ampliar a liquidez do sistema bancário e de crédito, os beneficiados se comprometam a utilizar os recursos em contrapartidas sociais, principalmente pela manutenção dos empregos já existentes.

Segundo dados da assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho, o ministro se dispôs, num primeiro momento, a apoiar seis medidas.

“Nós já fizemos isso em alguns casos excepcionais, como no seguro defeso pago aos pescadores artesanais,e, se decidido autonomamente pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, poderemos fazê-lo de novo”, lembrou Lupi.