Para sobreviver à crise, empresas devem investir nos “pratas da casa”

"Para 2009, recomendamos foco no desenvolvimento e no aprimoramento das aptidões profissionais", diz especialista

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SÃO PAULO – O cenário é de incerteza no âmbito da economia. Diante do quadro de escassez de crédito e liquidez, as empresas estão optando por cortar gastos e até mesmo investimentos.

E uma das áreas que mais sofre quando isso acontece é a de Recursos Humanos. O orçamento destinado a treinamento, desenvolvimento profissional e recrutamento pode acabar reduzido.

Prova disso é uma pesquisa da Watson Wyatt realizada com 245 executivos de Recursos Humanos que atuam em países da América Latina.

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Ela revelou que, enquanto 59% das empresas da América Latina pretendem manter o mesmo orçamento destinado à área de Recursos Humanos, outras 35% afirmaram que irão reduzi-lo em 15%, em média. Apenas 6% querem aumentar o montante em 12,7%, em média. A conclusão é que o número de empresas que pretendem investir mais em Recursos Humanos é baixo.

RH deve ser foco

Mas será esta a melhor decisão a ser tomada pela liderança? Na opinião do diretor de Operação da Human Brasil, Fernando Montero da Costa, a resposta é negativa.

“Em um cenário marcado por forte competição mundial por talentos e profissionais qualificados, temos de reconhecer que o fator crítico da competitividade é a qualidade dos recursos humanos das empresas”, afirmou ele.

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Não se pode esquecer que, cedo ou tarde, a crise irá acabar. Quando isso acontecer, algumas empresas estarão à frente da concorrência, enquanto outras estarão bem para trás, porque somente se preocuparam com a economia de recursos, deixando de lado investimentos importantes.

Para Costa, as empresas devem se esforçar no sentido de formar e desenvolver seus atuais funcionários, incluindo gestores. “Para 2009, recomendamos foco, principalmente, no desenvolvimento e no aprimoramento das aptidões profissionais”.

“Treinamentos que contemplem liderança, estratégia, tomada de decisões, motivação e trabalho em equipe, por exemplo, envolvem competências fundamentais para o sucesso do gerenciamento da empresa em um cenário de crise internacional”, conclui.