Para especialistas, América Latina tem contingente de líderes inseguros

"Na AL, florescem líderes ditadores, mas os líderes bem-sucedidos acreditam nas pessoas", revela Marcos Witt

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SÃO PAULO – O cantor norte-americano Marcos Witt, vencedor de quatro Grammy Latino e autor do livro “Você é maior do que seus medos”, esteve no Brasil esta semana e, em entrevista coletiva para jornalistas, falou um pouco sobre a Lidere, organização por ele fundada que tem o propósito de formar líderes. Quem participou do evento também foi o presidente da Lidere, John Vereecken.

Durante a coletiva de imprensa, eles contaram que estão percorrendo países da América Latina para disseminar conceitos inovadores de liderança, ao passo que um jornalista perguntou: “Há uma característica perseverante e peculiar à região, no que se refere à liderança?”. Witt respondeu que sim. “Na AL, florescem líderes ditadores e inseguros”, disse. Vereecken concordou.

O especialista em liderança acrescentou que o fenômeno pode estar ligado à história da região, em referência às ditaduras enfrentadas pela população. “O líder inseguro usa as pessoas em benefício próprio, mas os líderes bem-sucedidos são positivos, acreditam nas pessoas e conseguem influenciá-las, sem ter que usar do artifício da manipulação”, garantiu.

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Segundo Vereecken, o líder inseguro somente consegue atingir os dois extremos: ou ele usa sua posição para benefícios pessoais, esquecendo o bem comum, ou tenta agradar toda a equipe, liderando segundo o que todos desejam. “Somente quem está tranqüilo consigo mesmo pode liderar”, afirma.

Líderes se distanciam da equipe

Ao ser questionado sobre o motivo que leva líderes a se distanciar de seus seguidores, quando conseguem uma posição mais alta na hierarquia da empresa, Witt respondeu com poucas palavras: “Novamente, é o ego, o orgulho”.

“Para algumas pessoas, posição parece ser tudo. Ter um título é importante para elas. É comum, no entanto, alguém ter o título sem liderar, deixando a liderança nas mãos de outro. Jesus é um exemplo de liderança. Ele deu sua vida pelas pessoas. Mas hoje não há mais líderes que queiram também ‘amar’ as pessoas de sua equipe.”