Para CNI, 2007 foi destaque, graças à criação de 671 mil empregos formais

Houve redução de 43 mil postos de trabalho informais e de 23 mil ocupações por conta própria, e a criação de 671 mil postos formais

SÃO PAULO – O ano pode ser descrito como um marco para a formalidade, uma vez que foram criados 671 mil empregos com carteira assinada nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao mesmo tempo, houve diminuição de 43 mil postos de trabalho informais e de 23 mil ocupações por conta própria, de acordo com a Edição Especial do Informe Conjuntural da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Apenas em outubro, em termos percentuais, a ocupação total avançou 3,1%, frente ao mesmo mês de 2006, enquanto os empregados com carteira do setor privado cresceram 6,8% no mesmo período, o que implica mais que o dobro do ritmo de crescimento.

Razões

Os motivos para a alta dos empregos formais e queda dos informais são o crescimento mais robusto da economia de forma disseminada em termos setoriais e a fiscalização mais acirrada do Ministério do Trabalho e Emprego, na avaliação da CNI.

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Quanto ao primeiro motivo, explica-se que, com juros menores e oferta amplificada de crédito, o consumo interno passou a crescer de forma mais rápida, abrindo espaço para mais investimentos na produção e ampliando a oferta de empregos. Sobre a fiscalização, o ministério investigou, entre janeiro e agosto de 2007, uma média de 28 mil empresas por mês, 19,5% mais do que a média de 2003, quando o País protagonizou intensa criação de empregos informais.

“Ressalta-se que os empregos com carteira do setor privado crescem em ritmo superior às ocupações informais há 33 meses consecutivos na comparação anual”, diz a análise da confederação da indústria. “A conjunção desses movimentos elevou o grau de formalidade do emprego (soma dos empregos com carteira e RJU – regime jurídico único * – pelo total da ocupação) para 55% em outubro, o maior patamar da série da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) desde março de 2002, quando foi realizada a pesquisa pela primeira vez.”

Expectativa e destaque

O prognóstico é de que a média anual da taxa de desocupação fique em 9,5% este ano, 0,5 ponto percentual inferior à média de 2006, por conta do menor crescimento da PEA (População Economicamente Ativa).

“Uma característica marcante do mercado de trabalho em 2007 foi o registro de uma taxa média de desemprego abaixo da ocorrida em anos anteriores com uma taxa de atividade (relação da PEA pela população com 10 anos ou mais de idade) mais elevada. Esse fenômeno indica que a taxa de desemprego média anual em 2007 reduziu, mesmo com mais pessoas participando do mercado de trabalho relativamente ao total da população”, cita o estudo.

Indústria

Entre janeiro e novembro deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego registrou a criação de 1,9 milhão de empregos formais no País, superando as vagas criadas durante todo o ano de 2004, quando houve a maior criação de empregos formais na história brasileira. Somente a indústria de transformação criou 538 mil vagas em todo o território nacional nos onze primeiros meses de 2007 (47% a mais do que o saldo no mesmo período do ano anterior).

Massa salarial

O que cresceu mais lentamente este ano ante 2006 é a massa salarial (multiplicação dos rendimentos reais efetivamente recebidos pela ocupação). No acumulado até setembro, o aumento foi de 3,8%, enquanto no mesmo período do ano anterior esse indicador teve alta de 7,7%.

* regimento do servidor público