Campanha salarial

Para bancários, reajuste proposto de 6% não é suficiente

Na pauta entregue com as reivindicações da categoria no início do mês, o reajuste pedido era de 10,25%, o que representa um aumento real de 5%

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SÃO PAULO – A proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6% (aumento real de cerca de 0,7%) para todas as verbas salariais, inclusive a PLR (Participação dos Lucros e Resultados) foi considerada insuficiente pela Contraf-CUT. Na pauta entregue com as reivindicações da categoria no início do mês, o reajuste era de 10,25% (5% de aumento real).

“A proposta dos bancos contém avanços nos temas de saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades, mas é insuficiente em relação ao índice de reajuste, ao piso e à PLR, e nada propõe sobre emprego”, explica o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

Ele acrescentou ainda que outros setores da economia menos dinâmicos que o sistema financeiro estão fazendo acordos com aumentos acima da inflação muito maiores do que a proposta dos bancos. “Também consideramos imprescindível que sejam contempladas nossas reivindicações de garantia de emprego, de melhoria da PLR e de valorização do piso salarial”, complementou.

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Garantia de emprego e assédio moral
Em relação ao emprego, a Fenaban disse que o tema não deve ser incluído na Convenção Coletiva dos Bancários, devendo ser tratado por meio de acordos banco a banco. Assim, a Contraf-CUT enviará nesta quarta-feira carta aos seis bancos (BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC), que empregam mais de 90% da categoria, para cobrar negociações específicas sobre emprego.

Os bancários querem mais contratações, fim da rotatividade, proteção contra demissões imotivadas e cumprimento da jornada de 6 horas, entre outras. Os bancos aceitaram a reivindicação dos bancários de rediscutir o instrumento de combate ao assédio moral previsto na Convenção Coletiva com adesão espontânea para bancos e sindicatos. Para os bancários, esse instrumento precisa ser avaliado, porque é insuficiente e precisa de ajustes.