Organizações querem novo líder: capacitação deve vir do ensino!

Consultora diz que é preciso quebrar paradigmas sobre como profissional encara aprendizado e instituições conceituam o ensino

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SÃO PAULO – Criatividade, inovação, capacidade de lidar com as pessoas e equilíbrio emocional. Estas são algumas das características que as novas corporações exigem dos líderes disponíveis no mercado de trabalho.

Além de ser líder, o profissional precisa ser gestor, ou seja, ter capacidade de administrar pessoas e projetos diante de uma realidade com questões sociais, políticas, tecnológicas, econômicas e culturais dinâmicas. Mas para chegar a este resultado, é preciso haver mudança no ensino destes profissionais.

Quebra de paradigma

De acordo com a consultora do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual (Insade), Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel, reunir todas as competências e habilidades é um grande desafio para executivos e para as instituições de ensino, treinamento e capacitação.

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“Para se chegar a esse nível, é necessária uma quebra de paradigma em relação à forma como as pessoas encaram o aprendizado e como as instituições encaram o ensino”, disse Ana Lúcia.

Ensino da mente e do corpo

Para que os paradigmas sejam quebrados e os profissionais estejam mais preparados para o mercado de trabalho, respondendo ao que as empresas desejam, as instituições devem usar novos conceitos, metodologias e ferramentas de ensino que rompam as quatro paredes da sala de aula. “E agreguem novas formas de aprendizado e aquisição de conhecimento”.

Ana Lúcia exemplifica esta mudança com uma experiência trazida da Suécia: o Treinamento Ativo-Reflexivo, que alia as aulas tradicionais com meditação, exercícios de integração com o meio ambiente e jogos empresariais.

Mudança de conceito

Para a consultora, os profissionais não devem somente investir no conhecimento técnico. “A imagem de que o auto-desenvolvimento está relacionado apenas aos conhecimentos técnicos e gerenciais precisa dar lugar a um conceito mais sistêmico e holístico de aprendizado”.

Mas o que isso significa? De acordo com Ana Lúcia, as pessoas precisam desenvolver o lado emocional, o que é importante no ambiente de trabalho com heterogeneidades, além de ter apenas conhecimento técnico e prático da área em que irão atuar.

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