O que Napoleão Bonaparte tem a ensinar aos líderes que continuam errando?

Vaidades pessoais criam ambiente artificial em que há muita preocupação com a glória individual

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SÃO PAULO – Napoleão Bonaparte atribuía a função de comandante geral ou estrategista aos inteligentes com iniciativa, enquanto os inteligentes sem iniciativa ficavam como oficiais que recebiam ordens e as cumpriam com diligência. Essa habilidade em selecionar as pessoas certas para cada função fez com que o famoso general se tornasse um dos líderes mais bem-sucedidos da história.

Exemplo melhor não há quando o assunto é gestão de recursos humanos. No entanto, e apesar de toda a informação disponível hoje, as empresas parecem declinadas a cometer erros. Nem todas elas entendem que o sucesso do negócio depende de suas lideranças. Estas, por sua vez, precisam ser transparentes, estar atentas à comunicação e fazer uso da generosidade para ouvir, fugindo do sentimento de ameaça que vem à tona quando há idéias discordantes.

Ego prejudica relações humanas

O inimigo do líder reside em seu próprio ego que, quase sempre, impede que sejam aceitas as opiniões do outro, mesmo quando estas se revelam certeiras. Isso ocorre com freqüência, não apenas em empresas administradas por famílias, mas também nas grandes organizações, onde as vaidades pessoais criam um ambiente artificial em que há muita preocupação com a glória individual, e não com a coletiva.

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Com um cenário desses, é claro que haverá desentendimentos e crises. “Os tempos atuais são de grande aspereza, por isso cada um deve se tornar o líder de si mesmo, confiante, emocionalmente equilibrado, buscando ouvir a intuição e utilizando seus talentos pessoais. No entanto, é preciso querer isso claramente e saber transformar esse querer em ação”, afirma o palestrante Benedicto Ismael Camargo Dutra.

Para que a equipe possa trabalhar, é necessário administrar as crises com bom senso e justiça, com o intuito de erradicá-las sem provocar ressentimentos. Mas existe uma forma ainda mais eficiente de combater os conflitos: o líder deve se aprimorar enquanto pessoa, aprender a dominar seu ego, se conscientizar e mudar suas atitudes em prol do bem-estar coletivo.

“Já é hora de os inteligentes com iniciativa entrarem em ação, conduzindo e orientando os demais”, completa Dutra.