O mundo virou uma panela de pressão? Veja como lidar com o problema

O que todos devem ter em mente é que a pressão é natural, então deve ser encarada com naturalidade

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SÃO PAULO – O administrador e palestrante Jerônimo Mendes, autor do livro “Oh, Mundo Cãoporativo!”, explica que os profissionais sofrem cada vez mais pressão no trabalho, porque as empresas estão a cada dia que passa mais competitivas. Em muitas áreas, a concorrência dificulta até mesmo a sobrevivência delas no mercado.

Saber lidar com a pressão depende da maturidade e do nível de experiência de cada um. Algumas pessoas explodem com os colegas de trabalho ou subordinados. Outras não reagem e não desabafam, acabando por somatizar o estresse, desenvolvendo doenças. Mas o pior caso é daquele profissional que descarrega toda a tensão em casa, levando os problemas do escritório para a família e prejudicando a vida pessoal.

O que todos devem ter em mente, de acordo com Mendes, é que a pressão é natural, então deve ser encarada com naturalidade. “É difícil, porque as pessoas costumam se abalar. Mas tem que saber administrar”, pondera o administrador.

Como administrar a pressão

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O primeiro passo para suportar a pressão no trabalho é saber que não dá para levar tudo a ferro e fogo, garante ele. Erros acontecem. Clientes são perdidos. Às vezes, não dá para fazer tudo que deveria ter sido feito. Paciência! Somos humanos, e não máquinas.

“Não podemos ser escravos do trabalho. Temos que contribuir até o ponto que for possível. Não podemos fazer mais do que nosso corpo suporta, porque para tudo há um preço a ser pago”, diz Mendes. “Além disso, quando somos reféns do trabalho, a vida passa muito rápido”, acrescenta.

A tese sustentada por Jerônimo Mendes é de que a dificuldade em lidar com a pressão está ligada à insegurança e à ansiedade dos profissionais, que acabam colocando o atual emprego em primeiro lugar. “Eles acham sempre que aquela é a única opção. Mas sempre haverá outras boas oportunidades de trabalho no mercado, bem como é sempre possível encontrar um novo caminho a ser percorrido”.

Mude, se for necessário

Existem até mesmo chefes que se aproveitam do medo do profissional de não conseguir um emprego melhor (e um salário melhor), lembrando a todo o momento o quanto o mercado está difícil. Mas não é verdade, se o profissional for competente e dedicado. Para o palestrante, as pessoas devem mudar de emprego quantas vezes forem necessárias.

“Mude quantas vezes forem necessárias para achar seu equilíbrio, sua felicidade”, recomenda. “Não há dinheiro no mundo que compre uma família feliz e unida, não há dinheiro no mundo que compre a dignidade. Logo, se seu trabalho não contribui para seu crescimento pessoal e profissional, ou se você não consegue discutir suas idéias com seu superior de igual para igual, mude”.