O dia seguinte: como agir quando o romance no escritório acaba?

"Tem que ter muito autocontrole, mesmo porque você terá que conviver com o outro", diz consultora de postura profissional

SÃO PAULO – “Romance no escritório sempre cria uma saia justa”. A opinião é da consultora de postura profissional, autora do livro “Postura Profissional: comportamento pode pesar mais que desempenho” (Qualitymark), Rosana Fa.

Agora, se um romance já pode criar momentos desagradáveis, uma vez que relacionamentos têm crises, imagine quando ele acaba! Pense ainda se o término foi turbulento, com muitas discussões. Como agir no dia seguinte, em que terá de encarar o colega de escritório?

“Tem de ter muito autocontrole, mesmo porque você terá que conviver com a pessoa. Mesmo que os dois tenham terminado de comum acordo, fica uma situação chata”, explicou ela.

Dias mais complicados

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De acordo com Rosana, pelo menos nas primeiras semanas, em que se está com o emocional mais delicado, o indicado é evitar a outra pessoa, a não ser que tenha que discutir sobre o trabalho. Neste caso, respire fundo e seja, acima de tudo, profissional!

A palavra de ordem nessa situação é: discrição. Afinal, as pessoas ao redor não precisam saber do que aconteceu. “Se puder guardar para si, é melhor. Se juntar o pessoal com o profissional, a vida vira uma bagunça”, explicou a consultora.

E, quanto ao happy hour e à festa de seu aniversário, que está por vir, a dica é convidar o outro. “A pessoa não virou uma inimiga porque o relacionamento terminou, ela ainda é um colega de trabalho. Então, cabe ao outro decidir se vai ou não. Aja com naturalidade, mesmo que esteja com as emoções à flor da pele”.

Situação insustentável

Muitas vezes, quando o romance no escritório acaba, uma parte sai machucada. A pessoa não consegue se concentrar no trabalho, procura a outra com os olhos, quer saber de tudo sobre a nova vida dela…Enfim, fica neurótica!

Questionada sobre o que deve ser feito quando a situação chega a esse ponto, Rosana afirmou que é indicado tirar férias. “É um ótimo recurso”. Agora, se a pessoa não suporta a situação e o trabalho passa a ser um sacrifício, pode ser melhor procurar uma outra colocação no mercado de trabalho, ou o desempenho pode ser prejudicado.

Acima de tudo, o que é proibido fazer é punir profissionalmente o causador da mágoa, misturando o pessoal com o profissional. “Isso acontece muito. A pessoa deixa de passar informações, começa a falar mal e, então, prejudica a equipe, a empresa e a si mesma”.