Número de profissionais expatriados cresceu 4% nos últimos dois anos

Empresas têm realizado corte de despesas e mantido benefícios competitivos para realizar as transferências

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SÃO PAULO – O número de profissionais expatriados está aumentando em todo o mundo. O Relatório de Transferências Internacionais realizado pela Mercer aponta que, apesar da crise econômica, as transferências aumentaram 4% nos últimos dois anos.

O estudo aponta que, para ajudar a controlar os custos, as empresas estão realizando mais transferências de curto prazo do que as de longo prazo. De acordo com os dados, 50% dos entrevistados aumentaram as de curto prazo, pois acreditam que essa transferência está mais alinhada com os objetivos da empresa devido à rapidez no processo de aprovação.

“As organizações estão se esforçando para reduzir custos, mas somente na medida exata para que empregados expatriados possam ser atraídos e retidos. Ainda que seja desafiador encontrar profissionais capacitados para as expatriações, o ambiente econômico e a alta taxa de desemprego parecem ter ampliado o número de candidatos. Muitos deles estão muito interessados em se mudar para um país menos afetado pela crise” , diz a consultora sênior da Mercer, Annie Rossier-Renaud.

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Obstáculos para transferência
Como dificuldades para realizar a transferência de profissionais, 60% das empresas afirmaram ser os custos e 58%, a dificuldade de encontrar candidatos capacitados. A preocupação varia segundo a região, já que, nas Américas, o maior obstáculo é o custo, enquanto na Europa e Ásia é a falta de candidatos apropriados.

Além disso, ainda que a expansão de negócio seja apontada como o motivo principal para enviar profissionais em transferências internacionais, outros fatores como conhecimento e desempenho do negócio se tornam mais importantes.

Motivos da transferência
Os dados indicam ainda que 68% das empresas disseram que o principal motivo para enviar funcionários em transferências internacionais é a falta de mão de obra especializada no país de destino. Já 59% afirmaram ser o aperfeiçoamento do desempenho de uma operação, e 56% dizem ser devido ao lançamento de novo negócio.

“Como resultado do atual cenário econômico, muitas empresas tiveram de adiar os investimentos estrangeiros planejados e focar nas suas atuais operações internacionais. O que temos visto é um aumento no volume de expatriados para países em que há falta de conhecimento local”, declara Annie.