Em carreira

O profissional ideal na visão de Lemann e Benchimol

Para dois dos principais empresários do país, garra e "fanatismo" fazem diferença

Jorge Paulo Lemann e Guilherme Benchimol
(Vinícius Correa)

SÃO PAULO - O que grandes gestores acreditam ser mais o importante para um profissional? Dois dos maiores empresários do mercado compartilharam suas visões no sábado (06) durante a Expert XP: Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, e Jorge Paulo Lemann, um dos fundadores do 3G Capital. 

“Eu adoro um fanático. Gente boa é aquele que tem vontade enorme, que vai superar todas as dificuldades. Aquele cara super preparado e cheio de diplomas pode ser bom, mas só isso não funciona”, disse Lemann.

Benchimol concordou com Lemann e usou seu próprio currículo como exemplo. “Meu currículo é pequeno, fiz economia na UFRJ. Foi só isso”, afirmou. Para Benchimol mais importante do que a parte técnica é ter pessoas na equipe que estejam alinhadas e comprometidas com os valores da empresa.

Lemann também compartilhou um exemplo: “eu tinha 26 anos, trabalhava numa empresa com sujeito cheio de diplomas e nós falimos”, afirmou, relatando a experiência que tev quando fundou sua primeira corretora. “A gente queria fazer grandes negócios, mas ninguém queria tocar a retaguarda do negócio. Tem que ter os goleiros, estar com a casa em ordem”, completou.

A cultura da empresa

Lemann e Benchimol também relataram a importância de construir uma cultura forte dentro da empresa e contratar pessoas alinhadas a ela. “A cultura é uma das coisas mais importantes de uma empresa. Acompanhamos muito as pessoas que nós contratamos e treinamos com a cultura da empresa. É isso que vai tornar uma companhia mais duradoura”, disse Lemann. 

“É super importante sonhar grande, mas vc pode chegar lá de várias maneiras e a cultura é essa forma”, afirmou Benchimol. O empresário revelou que a cultura criada por Lemann e seus sócios foi uma das grandes inspirações para criar a XP Investimentos.

“Em termos de cultura a XP aprendeu um pouco conosco, mas nós temos muito a aprender com a XP. Essa aproximação que a XP tem com o cliente nunca foi o nosso forte. Sempre fomos super eficientes em produzir e cortar custos, mas nunca fomos bons na aproximação com o cliente. Estamos correndo atrás disso e também de tecnologia”, afirmou Lemann.

Confira a entrevista completa abaixo:

 

Contato