Networking para quem viaja: confira dicas de especialista para agir da forma correta

Participar de eventos no hotel, fazer as refeições fora do quarto ou freqüentar o bar são ótimas formas de conhecer pessoas

SÃO PAULO – Hoje, todo mundo fala de networking. É uma palavra que está tão disseminada entre os profissionais, que alguns só pensam nela. Por isso, a primeira recomendação da diretora da VOX Solutions, empresa da CLIV Solution Group, Angela Sardelli, é ter bom senso.

“Não se trata de uma simples ferramenta de negócio, estamos falando de relacionamentos”, enfatiza. As viagens constituem uma boa chance de fomentar a rede de relacionamentos, sem dúvida. A ressalva é que quem procura fazer contatos não pode agir de forma ‘robotizada’, isto é, planejar conhecer pessoas e seguir à risca a cartilha para fazer o networking.

Outra recomendação é para que o profissional não fique isolado. Participar de eventos no hotel, fazer as refeições fora do quarto ou freqüentar o bar são ótimas maneiras de estabelecer contatos. No entanto, tenha cuidado para não perder o foco e esquecer o motivo da viagem, que é o trabalho ou o lazer.

Fuja do perfil robô

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Para fazer novas amizades e contatos profissionais, é importante agir de maneira natural, ser educado, um bom ouvinte e estar aberto para conhecer gente (de diferentes lugares e com variadas percepções). “Ninguém pode parecer que está ‘indo à caça’. As pessoas percebem claramente essa atitude robotizada”, admite Angela. “Forçar uma conversa no elevador, por exemplo, pode ser muito ruim.”

Para ela, acima de tudo, o profissional precisa ser um bom observador. “Quando ele comparece aos eventos, congressos ou feiras, deve observar quem é quem, a forma como os outros se portam e com quem conversam”, aconselha. “Sempre há oportunidade de conversar com alguém. Às vezes, nem é necessário procurar. Observar o ambiente ajuda muito”, garante.

Na hora de puxar conversa, seja atencioso, elegante, demonstre cordialidade. “Há profissionais que, na hora de conhecer alguém, ficam extremamente sérios ou arrogantes. Nesse último caso, eles não perceberam ainda que todo contato é importante.”

Na hora de pegar o cartão

Simplesmente pegar o cartão e colocar no bolso é de extremo mau gosto. Se fizer isso, o dono do cartão terá uma surpresa desagradável. “O certo é ler o que está escrito nele e fazer algum comentário. Por exemplo, perguntar sobre a empresa onde ele trabalha e o que faz. Valorize o cartão.”

O assunto certo

A recomendação de Angela é puxar um assunto que tenha a ver com questões profissionais. Isso significa que é possível perguntar se as pessoas conhecem sua empresa, contar o que faz, falar da área de atuação e, depois, ouvir também. “Principalmente quem você não conhece, a empresa é sempre uma referência”, afirma. “Pergunte sobre a experiência profissional do contato, por exemplo.”

Se o ambiente é um congresso, uma feira, uma rodada de negócios ou uma palestra, é válido comentar sobre o evento, dizer como a participação foi importante para você e como gostou de ter ido. “Faça perguntas genéricas”, completa a especialista.