Na crise, 75,3% dos profissionais analisam ainda mais empresa contratante

Segundo pesquisa, o tipo de negócio, histórico, a credibilidade no mercado são itens levados em consideração

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SÃO PAULO – Em tempos de crise financeira, os profissionais estão mais cautelosos ao receber uma proposta de trabalho. Uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Hays revela que 75,3% dos entrevistados acham necessário fazer um estudo aprofundado sobre a empresa contratante, antes de aceitar qualquer proposta.

Além disso, o levantamento também constatou que a estabilidade, o tipo de negócio, o histórico, a credibilidade no mercado, o porte, as perspectivas e o setor de atuação são outros itens levados em consideração pelos profissionais.

Cautelosos, mas em busca de desafios

Na avaliação do diretor-geral da Hays no Brasil, Luiz Valente, as pessoas passaram a avaliar com mais critério os riscos associados às mudanças. “O estudo revelou que os candidatos estão mais cautelosos ao receber uma proposta de empego neste período de turbulência da economia mundial, mas permanecem dispostos a uma eventual troca de empresa, em virtude das características e desafios da nova posição”.

O que é importante?

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Quando questionados sobre o que pode ter grande influência na decisão de trocar de trabalho, os participantes citaram que a perspectiva profissional é o principal fator. “Outro ponto que ficou claro é a comparação que os candidatos fazem entre o futuro da empresa atual com o do possível empregador”, destaca Valente.

Por outro lado, aspectos relacionados à estrutura hierárquica, ao país de origem e à imagem da marca são menos considerados, quando comparados à descrição do trabalho a ser realizado, às garantias salariais e à identificação com os valores da instituição.

A crise e a demanda

Valente também ressalta que a crise financeira proporciona uma mudança no perfil dos profissionais requisitados.

“Existe uma necessidade de profissionais com forte habilidade em gestão, análise de resultados e visão de mercado. No plano pessoal, os candidatos devem apresentar, especialmente em tempos de crise, uma sólida capacidade de adaptação, resistência a frustrações e capacidade de automotivação”.

Sobre a pesquisa

O estudo foi realizado em janeiro com 230 candidatos que atuam em 12 áreas. A distribuição dos entrevistados por segmento foi a seguinte: 30% do setor financeiro; 19% do segmento de logística e suprimentos; 14% de engenharia e manufatura; 10,5% de marketing; e 12% de vendas. Entre os profissionais consultados 80% ocupam posições gerenciais e de diretoria.