Mulheres representam 40,3% do mercado de trabalho em 2006

Segundo o MTE, número de empregos femininos passou de 13,4 para 13,9 milhões entre 2005 e 2006

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SÃO PAULO – As brasileiras representam 40,3% do mercado de trabalho, e conquistam cada vez mais espaço com empregos que as têm beneficiado pela continuidade do crescimento.

Estes e outros dados foram apresentados na 7ª Reunião Ordinária da Comissão Tributante de Igualdade de Oportunidade e de Tratamento de Gênero e Raça no Trabalho, realizada na última semana, em Brasília.

Avanço

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o número de empregos femininos atingiu 13,9 milhões no ano passado, um crescimento de quase 4% frente às 13,4 milhões de vagas em 2005, e de mais de 11% em relação a 2004 (12,5 milhões). Conforme divulgou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os números são considerados positivos, uma vez que questões relacionadas à discriminação de gênero e de raça apresentam seus maiores resultados em médio e longo prazos.

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“Se somarmos os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o crescimento pode ser maior, já que inclui as mulheres no serviço público. São empregos mais duráveis, permitem maior planejamento e investimentos pesados, inclusive educacionais”, explica a coordenadora do Observatório do Mercado de Trabalho, do MTE, Paula Montagner.

Quanto a gênero e raça

Já a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (PNAD) 2005 aponta que a parcela de mulheres negras com renda de até um salário mínimo é sempre maior do que a dos homens. São 51,2% de participação delas contra 34% deles. Apesar de eles ocuparem mais vagas, suas funções exigem maior esforço, maior jornada e menor rendimento.

A Comissão Tripartite, engajada na luta contra a discriminação, discutiu na Organização Internacional de Trabalho (OIT) ratificação que se refere à responsabilidade familiar, quando limita as possibilidades de preparação e ingresso na atividade econômica. Seu principal objetivo é modificar o papel tradicional de homens e mulheres na sociedade e na família, na busca pela igualdade de oportunidades.