Mulheres passaram a ganhar mais na RMSP em julho, mas patamar ainda é baixo

Pesquisa Seade/Dieese revela que salário recebido pela mulher corresponde, em média, a 66,1% do salário ganho pelos homens

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SÃO PAULO – As trabalhadoras da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) passaram a ganhar um salário maior em julho na comparação com junho, mas ainda assim a diferença em relação à faixa salarial dos homens ainda é bastante expressiva.

Mulher ganha, em média, 66,1% do salário do homem

De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), divulgada nesta terça-feira (29), o rendimento médio real das mulheres cresceu 1% em julho, passando a valer R$ 787.

Por sua vez, os homens tiveram sua renda encolhida em 0,8% de junho para julho, ficando no patamar de R$ 1.191. Com isto, as mulheres passaram a receber 66,1% do salário dos homens em julho, percentual este que era de 64,9% em junho. Isto significa dizer que, para cada R$ 100 que um homem tem de salário, o da mulher é de, em média, R$ 66,1, segundo os dados do Seade/Dieese.

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Na análise anual, comparando com julho de 2003, o rendimento médio das mulheres subiu 4,4%, enquanto dos homens cresceu 5,4%. Contudo, apesar do desempenho positivo entre as mulheres, ainda assim nota-se uma disparidade grande em relação à renda dos dois sexos.

Pobres estão mais pobres e ricos estão perdendo renda

Seguindo a mesma tendência verificada na pesquisa anterior, no sétimo mês do ano o valor máximo recebido pelos 10% de ocupados mais pobres (R$ 202) e o valor mínimo obtido pelos 10% de ocupados mais ricos (R$ 2.047) caíram 1,2% e 0,4%, respectivamente entre junho e julho. Em relação a julho de 2003 as respectivas variações foram de -5,5% e -4,3%.

Estes dados nos levam à mesma situação preocupante notada em outros meses: a população pobre não está ficando mais rica e os abonados estão perdendo renda.