Mulheres no governo: meta do Japão é aumentar a cota para 30% de funcionárias

Também será permitido que as funcionárias do governo central trabalhem menos tempo quando estiverem criando suas crianças

SÃO PAULO – O governo do Japão aprovou nessa semana medidas no sentido de aumentar a participação das mulheres nos altos postos internos e melhorar as condições para elas no que diz respeito a trabalhar e criar filhos simultaneamente.

A iniciativa faz parte das tentativas do Japão de combater o encolhimento do mercado de trabalho por duas principais razões: um alto número de japonesas está deixando o emprego para criar os filhos ao mesmo tempo em que a taxa de fertilidade do país caiu.

A perspectiva é de que, além do vácuo que essas mulheres deixam, dentro de alguns anos, a queda dos nascimentos de hoje se transforme em uma lacuna maior ainda de trabalhadores no mercado de trabalho.

Melhor condições para as mulheres

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Sendo assim, o governo aprovou a proposta de aumentar a cota obrigatórias de mulheres nos altos cargos da administração pública dos atuais 21,5% para 30% nos próximos quatro anos.

Além disso, será permitido que as funcionárias do governo central trabalhem menos tempo quando estiverem criando suas crianças, ou cuidando de parentes de doentes, assim como incentivam os pais a tirarem licença paternidade de forma a compartilhar com as mulheres a responsabilidade pela criação dos filhos.

As autoridades aproveitaram também para requisitar que o setor privado também tome passos nessa direção e contratem novamente as suas funcionárias que abriram mão do emprego para cuidar dos filhos. Além disso, o governo pretende oferecer apoio às mulheres interessadas em abrir o próprio negócio através da divulgação de informações sobre empreendedorismo.