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Muito luxo: veja a vida de “classe média” que Eike Batista tem levado

Eike, que tem uma dívida líquida de US$ 1 bilhão, continua vivendo como um super rico

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SÃO PAULO – A classe média brasileira, na semana passada, ganhou um novo membro auto-declarado: Eike Batista, que outrora ostentava o título de homem mais rico do País – e almejava possuir a maior fortuna do mundo. Não faltou brincadeiras na internet sobre como Eike deveria se portar agora que é um “reles” cidadão comum.

Só que há uma pequena diferença: Eike ainda vive uma vida de luxo, muito acima de qualquer pessoa da classe média, alta, média ou baixa do Brasil. E seu “salário”, de R$ 5 milhões anuais, – como Eike havia dito – é 15.267 superior a renda média de uma pessoa de classe média, de acordo com cálculos da revista Veja

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Eike, que tem uma dívida líquida de US$ 1 bilhão, se declarou um “assalariado” para a revista, embora tenha concedido que tem potencial para receber uma participação “nesses ativos que sobraram aí”, como ele se referiu às suas ex-empresas. Antes detentor de um império que continha MMX Mineração, LLX Logística, CCX Carvão, MPX Energia, REX Empreendimentos Imobiliários, AUX Mineração, OSX Brasil e a estrela da companhia, a OGX Petróleo, Eike agora só controla a MMX e CCX. O resto foi vendido, ou está em recuperação judicial. 

O megaempresário ainda detém uma fatia expressiva na maioria delas, mas mesmo assim seu patrimônio está no negativo – embora ele espere que a valorização destes ativos lhe permitam sair dessa incômoda situação. Contudo, sua vida não parece ter sido muito afetada por essa “pequena” dívida. 

Muito luxo
Ele ainda circula no Rio de Janeiro com uma Hilux Blindada e quatro seguranças. Ainda mora em uma mansão de 3.500 metros quadrados (em um terreno de 70 mil metros quadrados), próximo do Cristo Redentor, no Jardim Botânico. Uma casa um tanto fora do padrão da classe média, que se espreme em apartamentos que, muitas vezes, não possuem um centésimo da metragem da mansão do ex-bilionário. 

Embora uma boa parte da classe média detenha casas de praia, a de Eike está bastante acima dos padrões da classe social. É uma mansão de dois andares em Angra dos Reis, na Baía de Vila Velha. Além disso, pode dormir na casa da namorada, Flávia Sampaio – uma cobertura de R$ 5,3 milhões em Ipanema que ele mesmo comprou. Nenhum dos imóveis está em seu nome: os dois primeiros estão no nome dos filhos, Thor e Olin, e o terceiro no nome de Flávia, com quem tem um filho de um ano, chamado Balder.

Todos esses imóveis foram recentemente transferidos, o que levantou perguntas se Eike não estaria tentando proteger seu patrimônio, frente as recentes acusações de insider trading. Talvez. O megaempresário pode ter grandes complicações a frente, e está com o patrimônio bloqueado. Todos os R$ 117 milhões que sobraram em seu nome. 

Isso não o impediu de vender a AUX por US$ 400 milhões na semana passada, em Doha, no Catar, um dia pouco antes de ter o patrimônio bloqueado. O dinheiro irá para credores, em especial para o Mubadala, Itaú e Bradesco, para quem Eike deve as maiores quantias. De Doha, foi para Nova York para uma reunião. Se hospedou no centro de Manhattan, em um hotel cinco estrelas – o mesmo que se hospedava quando não estava na classe média. Andou pela cidade de van e limusine. 

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Ao menos economizou na viagem: ao invés de usar o seu jato Gulfstream, foi em um avião comercial, na primeira classe, embora a maior parte da classe média use as classes executivas ou econômica. A frota de jatinhos, que antes era composta por quatro aviões e dois helicópteros, agora só possui um jato e um helicóptero. Eike também tem um iate de 115 pés, comprado em 2009. 

Embora muito menor do que foi no passado, a frota de Eike é muito maior e mais cara que os automóveis de uma família de classe média, que geralmente tem um ou dois carros – talvez três, para os filhos. Eike tem uma Hilux e alguns esportivos, embora tenha vendido sua Lamborghini e sua Mercedez-Bens. Quando muito, uma pessoa de classe média alta possui um Corolla ou um Civic. 

Ao menos em uma coisa Eike se parece bastante com a classe média brasileira: dívidas. Metade desta classe social esteja endividada, com os mais variados motivos, que variam de crédito rotativo no cartão até financiamento de automóveis e imóveis. Nesse ponto, Eike pouco se difere, embora sua dívida seja um “pouquinho maior” que a maior parte da classe média.