MTE: apenas metade de 1,7 milhão de vagas de emprego do Sine foi preenchida

Um dos motivos para este fenômeno, segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, é a falta de qualificação

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SÃO PAULO – O Ministério do Trabalho e Emprego, em um levantamento, detectou que apenas metade das 1,7 milhão de oportunidades de emprego ofertadas em 2006 pelo Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda (Sine) foram preenchidas. A rede possui, atualmente, 1.180 postos de atendimento em todo o Brasil.

Um dos motivos para este fenômeno, segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, é a falta de qualificação, e os dados do Sine podem ser usados para aprimorar os programas de capacitação do governo.

“Vamos cruzar essas informações e fazer uma qualificação direcionada, montando cursos voltados especificamente para as carências de cada município ou região”, explica Lupi.

Setores

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Para o diretor do Departamento de Qualificação (DEQ), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Almerico Lima, a falta de mão-de-obra especializada acaba sendo maior em setores que estão sendo reativados, como a indústria naval, ou que respondam mais rápido ao crescimento econômico, como a indústria de base (construção civil, metalúrgico) ou setores de instalação recente ou de recolocação espacial (aeronáutica, software).

No setor naval, por exemplo, o percentual de preenchimento de vagas no Sine variou entre 30% e 50%. Em algumas ocupações, como a de lubrificador naval, não foi encontrado trabalhador para o posto.

Programa de Qualificação

O ministro do trabalho prevê, para o ano de 2008, R$ 951 milhões, que devem ser destinados a programas de qualificação, volume oito vezes maior que o previsto para este ano, que é de R$ 114 milhões.

O Plano Nacional de Qualificação (PNQ), do MTE, oferece cursos em diversas áreas para que trabalhadores cresçam profissionalmente e adquiram melhores condições para enfrentar os desafios do mundo do trabalho.