MPEs paulistas: renda de trabalhadores aumenta, mas pessoal ocupado diminui

Segundo pesquisa, enquanto salário médio subiu de R$ 700 para R$ 751, número de pessoas empregadas caiu 5,2%

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SÃO PAULO – Os funcionários de micro e pequenas empresas paulistas tiveram motivo para comemoração no ano de 2006. Isso porque, no ano passado, o rendimento médio destes profissionais cresceu 7,3%, na comparação com o ano anterior. Entretanto, a notícia não é tão boa, já que o total de pessoas ocupadas caiu no mesmo período.

Com isso, enquanto os salários médios passaram de R$ 700 para R$ 751, o número de pessoas ocupadas diminuiu 5,2%. Os dados fazem parte da pesquisa “Indicadores Sebrae-SP”, elaborada pela Sebrae com a colaboração da Fundação Seade, e divulgada nesta quinta-feira (01).

Maior aumento no Grande ABC e comércio

De acordo com a pesquisa, todas as regiões analisadas mostraram crescimento nos salários dos funcionários. No entanto, os profissionais das micro e pequenas empresas do ABC paulista foram os que tiveram maior aumento no ano passado: média de 8,6%.

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No ranking de crescimento de salários, a segunda posição ficou com o interior (7,7%). Em seguida, vieram a Região Metropolitana de São Paulo (7,4%) e a capital paulista (6,6%).

Em relação aos setores das MPEs, o comércio foi o que mais aumentou o salário dos trabalhadores (9,3%). Enquanto isso, o setor de serviços registrou aumento de 6,9% e o da indústria, de 2,3%.

Recuperação

De acordo com coordenador do Observatório das Micro e Pequenas Empresas, Marco Aurélio Bedê, as MPEs estão se recuperando. “As MPEs estão seguindo a tendência de recuperação dos salários verificada na economia, por conta da inflação sob controle, dos dissídios com recuperação dos salários acima da inflação e do aumento real do salário mínimo”.

Diminuição do quadro de funcionários

O bom resultado registrado em relação aos salários dos funcionários não foi percebido na análise do total de pessoas ocupadas nas micro e pequenas empresas. Após quatro anos de expansão, 2006 registrou queda de 5,2% (310 mil a menos) de pessoal ocupado, chegando à marca de 5,6 milhões de pessoas empregadas.

Segundo Bedê, a queda é resultado da diminuição do faturamento das MPEs em 2006 (-3,5%) e reflete o pessimismo dos empresários para os próximos meses.

“Quando há variações muito rápidas nas vendas, para mais ou para menos, as empresas desse porte fazem um ajuste inicial de pessoal nos colaboradores mais próximos, os familiares, que em muitos casos colaboram na administração do negócio sem uma remuneração fixa mensal”, disse o coordenador.

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