Modelos de recrutamento e seleção são responsáveis por apagão de talentos

Para especialista, modelo de contratação favorece a inibição do talento; gestão também contribui para o apagão

SÃO PAULO – O atual modelo de recrutamento e seleção é responsável pelo suposto apagão de talentos. Ao menos esta é a opinião da senior coach e diretora-geral da Weigel Coaching, Jaqueline Weigel.

De acordo com ela, o modelo de contratação favorece a inibição do talento, sendo que as empresas prezam pelo chamado “modelo de caixinha”, supervalorizando profissionais com currículos gabaritados.

“O profissional com universidade boa, MBA [Master Business Administration], cursos e experiência são excessivamente valorizados pelos RHs [Recursos Humanos]. Formação é necessária, mas não significa conhecimento e capacidade. As empresas precisam mudar a forma de contratação e aprender a formar profissionais. Além disso, é preciso investir no talento, incentivá-lo e oferecer oportunidades que atraiam esse potencial”, disse.

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Gestão
Além do recrutamento e seleção, Jaqueline atribui à gestão o problema do “apagão de talentos” nas empresas.

Para ela, o modelo arcaico, que exige demais, paga pouco e não consegue absorver o máximo do potencial dos funcionários é um problema que tem feito, inclusive, vários executivos de diferentes idades a procurarem outras alternativas, resultando em uma evasão de talentos das empresas.

“Toda pessoa tem potencial a ser explorado. Basta saber apertar os botões certos para despertar este talento. Quando um funcionário está no local errado, em função inadequada, ele tem seu talento inibido e não produz como deveria. Além disso, gerenciá-lo mal resulta em fazê-lo desempenhar muito abaixo do esperado”, analisou.