Mito: serviço de coaching não é inacessível a funcionários de pequenas empresas

Para o coach Renato Ricci, todos os profissionais têm a possibilidade de contratar um serviço de coaching

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SÃO PAULO – “O coaching não serve apenas para presidentes de empresas e diretores de multinacionais. Isso é um mito. Em termos de preços, é um serviço acessível. Já foi muito caro, hoje não é mais”, garante o master coach Renato Ricci.

O trabalho de coaching é individualizado e dura cerca de três meses. O preço médio é de R$ 1,5 mil, segundo o especialista. Se for comparado a cursos de pós-graduação, que, geralmente, têm duração mínima de um ano, vale mais a pena por conta do custo/benefício.

O que é

“Não ensina nem dá conselho”, diz Ricci sobre coaching. “É um processo no qual se trabalha as deficiências do profissional, com alternativas para o progresso na carreira“, explica.

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O coaching é, normalmente, solicitado por pessoas que desejam tomar uma decisão de carreira, subir de cargo ou melhorar aspectos em sua personalidade que prejudicam o trabalho.

Em primeiro lugar, é realizada uma avaliação de perfil. Por exemplo, se uma pessoa tem dificuldade em se comunicar, o coach irá identificar o motivo dessa barreira. “Pode ser medo de falar algo errado ou receio do outro achar que ele não sabe se expressar”, conta Ricci. A partir daí, são traçadas estratégias para superar o problema. O trabalho dura cerca de três meses.

Modalidade nova

A novidade do setor é o coaching apreciativo que, no lugar de focar nas deficiências, foca no ponto forte da pessoa. “Ele nasceu nos Estados Unidos, há cerca de dois anos, da investigação das organizações e dos profissionais bem-sucedidos. No Brasil, chegou recentemente”.

Se no coaching tradicional investiga-se os sofrimentos e os conflitos do passado, no apreciativo, a meta é manter e exaltar aquilo que o profissional tem de melhor.

Exemplo

Ricci deu um exemplo. “Ajudei uma executiva de grande empresa que era criticada por seus pares, durante o feedback, por ser moderada e boazinha, tanto nas negociações quanto no dia-a-dia, com a equipe. A empresa a obrigou a fazer um coaching apreciativo”.

Ela contou ao coach que, geralmente, tinha acesso a informações e áreas que não poderia ter por conta do seu jeito. Além disso, tirava muito das pessoas sendo “boazinha”. Disse também que era moderada, porque pensava bastante antes de tirar satisfação com alguém, para não gerar um conflito. Não reagia por impulso, pois gostaria que as pessoas fossem respeitosas com ela também.

A solução foi continuar planejando antes de falar com alguém, mas tendo em mente um discurso um pouco mais incisivo. Além disso, a executiva começou a exaltar tudo o que conseguia com seu jeito carismático, pois, até então, os colegas que a criticavam não conheciam esses resultados.