baixo desempenho

Ministro mantém meta de criar 1,5 milhão de vagas no ano

As empresas brasileiras criaram 105.384 mil vagas no mês passado, desempenho que só perdeu para abril de 1999, quando o País gerou 57.543 postos

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O ministro do Trabalho, Manoel Dias, minimizou o fato de a geração de empregos formais no Brasil em abril deste ano ter mostrado o pior desempenho para o mês na série histórica do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 1999. As empresas brasileiras criaram 105.384 mil vagas no mês passado, desempenho que só perdeu para abril de 1999, quando o País gerou 57.543 postos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 21, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Ao ser questionado sobre o desempenho menor, Dias disse que “vamos fechar este ano melhor que o ano passado”, ressaltando que no acumulado do ano foram geradas 458.145 vagas. Ele manteve a perspectiva oficial de geração de até 1,5 milhão de empregos neste ano, como parte da meta do governo Dilma Rousseff de encerrar seus quatro anos com o total de 5 milhões de vagas criadas.

Dias colocou na conta a geração de vagas para a Copa, que, segundo ele, começaram a ser realizadas em maio e deverão se manter no setor de serviços após o mundial de futebol. “Certamente teremos um mês de maio melhor (do que abril), porque boa parte do emprego para a Copa será feita nesse mês”, disse.

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O otimismo do ministro foi questionado com base no número da indústria de transformação. O setor havia gerado 47.040 vagas em abril de 2013, segundo os dados ajustados do Caged, e encerrou o mesmo mês neste ano com a demissão de 3.427 trabalhadores. Dias argumentou que a redução é resultado do “pleno emprego” atingido no País, o que teria como efeito colateral fazer com que as gerações de novos postos de trabalho sejam menores. “Não vamos ficar com essa situação de pleno emprego mantendo a média de crescimento espetacular que tivemos no passado”, afirmou.