Migração para classes mais altas deve se manter este ano, diz consultoria

Classe B deve crescer 7,3%, enquanto classe A deve se expandir em 6,3%, de acordo com Tendências Consultoria

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SÃO PAULO – Apesar da crise, a migração para as classes de renda mais alta deve se manter em 2009, de acordo com a Tendências Consultoria Integrada.

De acordo com os dados, neste ano, o número de famílias na classe A deve crescer 6,3%, enquanto na classe B a alta deve ser ainda maior, de 7,3%. No topo da pirâmide social, haverá desaceleração do crescimento, já que no ano passado houve um incremento de 12% no número de famílias que ingressaram na classe A.

Já a classe C, que é apontada como a que mais cresceu nos últimos anos, vai registrar um aumento no número de famílias de 4,9% em 2009. Em termos absolutos, esta é a classe que mais cresce.

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No caso das classes de renda mais baixa, por sua vez, haverá inclusive queda no número de famílias, de 0,1%.

Futuro

A Tendências ainda apontou que nos próximos anos haverá recuo no número de famílias das classes D e E, principalmente em virtude da expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, do aumento do rendimento real médio do trabalho, das elevações reais do salário mínimo e da escolaridade média do trabalhador.

É de se esperar também ampliação do montante de famílias na classe C, embora deva ocorrer uma alta ainda maior para os estratos A e B, porém em um ritmo inferior ao registrado nos últimos anos.

Estabilização

A consultoria lembrou que, na última década, se intensificou a migração das classes sociais, principalmente depois do Plano Real, que permitiu a estabilização econômica por meio do controle da inflação.

Com a implantação do plano, houve uma retração de cerca de dez pontos percentuais na proporção de famílias do estrato D/E, com concomitante acréscimo do número de famílias na classe C.

A partir da informação de renda familiar mensal total (do trabalho, aposentadoria, pensão, transferências sociais, aluguel, abonos de permanência, doação e juros), a Tendência construiu os seguintes intervalos para as classes sociais:

  • Classes DE: até R$ 1.250;
  • Classe C: entre R$ 1.250 e R$ 3.000;
  • Classe B: entre R$ 3.000 e R$ 9.360;
  • Classe A: acima de R$ 9.360.

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