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SÃO PAULO – As micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo fecharam 76 mil postos de trabalho em junho, em comparação com o mês de maio, o que representa uma queda de 1,3% no número de pessoas ocupadas.
Em relação ao primeiro semestre de 2006, as MPEs tiveram 130 mil postos de trabalho a menos, em comparação com os seis primeiros meses do ano passado. No mês de junho deste ano estas empresas proporcionaram ocupação para 5,73 milhões de pessoas (4,32 por MPE), o menor índice nos últimos 16 meses.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (21), são da Pesquisa Indicadores Sebrae-SP – Rendimentos e Ocupações, realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), com a colaboração da Fundação Seade.
Queda nas vendas provocou demissões
Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, a queda nas vendas é o fator responsável pelo aumento no número de dispensas no semestre, o que prejudicou familiares que ajudavam nos negócios. “Na virada de 2005 para 2006, muitos empresários realizaram novas contratações e mantiveram pessoal na esperança de que as vendas continuassem aquecidas, o que acabou por não se concretizar”, disse Ricca.
Ainda de acordo com a pesquisa do Sebrae-SP, o faturamento das micro e pequenas empresas ficou 2,8% abaixo em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Entre os motivos para a diminuição de postos de trabalho em junho estão a queda dos preços, por causa da concorrência e dos importados, endividamento do consumidor no crediário e crescimento de cheques sem fundo.
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Análise regional e setorial
A região do Grande ABC foi a que registrou menor eliminação de vagas. Em relação a junho do ano passado houve diminuição de 0,3%, resultado garantido pelas vendas das montadoras da região.
O município de São Paulo teve queda de 4,8% no comparativo do mesmo período de 2005, a maior registrada entre as regiões do Estado. Parte da explicação pode ser o efeito da Copa do Mundo, que prejudicou o movimento de vários segmentos do comércio.
Quanto aos setores, tanto indústria (-1,1%), como comércio (-0,7%) e serviços (-5,1%) apresentaram queda no total de ocupações, na comparação com junho do ano passado.
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Rendimentos
O rendimento médio pago aos empregados das MPEs caiu pelo segundo mês consecutivo em junho, em 0,6%, e atingiu R$ 684. Esse valor inclui salário fixo, honorários, comissões, ajuda de custo, 13º salário e abono de férias. O rendimento mensal dos empregados das MPEs do Grande ABC são destaque, com índice 15,4% acima da inflação, contra junho de 2005, e salário de R$ 809.
De acordo com o coordenador de pesquisa do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê, “nos próximos meses, a expectativa é de que, em todo o estado, o rendimento médio real dos trabalhadores nas MPEs mantenha a tendência de recuperação verificada no mercado de trabalho, em função dos dissídios do período e da inflação sob controle”.