Carreira

Metodologia inovadora traz aluno de volta para sala de aula

Pesquisa revela que se gasta três vezes com entretenimento em comparação com capacitação

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Que existe escassez de mão de obra qualificada em todos os setores da economia não é mais novidade. Mas uma Escola de Negócios tentou apurar os motivos pelos quais isto acontece num momento tão pujante da economia brasileira, mesmo com todas as crises. Os motivos são tão insensatos que um novo termo está sendo criado para isto : suicídio profissional. Mas ainda tem solução.


Em recente pesquisa realizada pela Escola de Negócios IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para  Executivos) com 1.258 profissionais de empresas, entre executivos e analistas em todas as áreas além de gestores de  RH,  revelou os motivos pelos quais existe tanta carência das empresas na hora de contratar pessoas qualificadas  para ocupar funções táticas e estratégicas nas corporações. 

Vamos a eles :
Motivo 1
Os profissionais do mundo corporativo, em média, gastam 3 vezes mais dinheiro em entretenimento do que em capacitação. Isto quer dizer que os churrascos, cinemas, viagens e todos demais prazeres pagãos tem mais prioridade do que a qualificação profissional.

A ascensão da classe C ao consumo, aliado a uma nova geração altamente pragmática e volúvel que é a tão badalada geração Y, transformou parte da sociedade de certa forma acomodada com o status quo. É como se o (pouco) dinheiro que eles ganham atualmente já fosse o suficiente para se viver. Desta forma eles não estão tão 
preocupados em progredir profissionalmente. 
Ninguém aqui está querendo dizer qual é o padrão correto de sucesso e/ou como as pessoas devem se comportar profissionalmente, pois os ideais são individuais e assim devem permanecer. 

Porém neste momento da sociedade em que os avanços tecnológicos são tão constantes e velozes e que afetam tanto as organizações, faz-se necessário que as pessoas se qualifiquem cada vez mais, pois o que foi estudado ontem talvez já não seja mais o suficiente para amanhã. Neste cenário que se criou o termo suicídio profissional, que são aquelas pessoas que  não se capacitam constantemente, mesmo sabendo que estão ficando para trás em termos de competitividade no mercado, e naturalmente ficarão obsoletas. 

O resultado natural disto são as empresas com dificuldades de atingir seus objetivos, pois falta gente qualificada para tocar a empresa em todos os níveis.

Motivo 2
Muitas pessoas não conseguem um bom emprego porque simplesmente elas não sabem como se relacionar profissionalmente (o tão famoso networking) e em função disto as empresas  desconhecem o quanto elas podem ser úteis. Ou seja, elas tem as competências necessárias para várias funções carentes, mas ninguém sabe como as encontrar no mercado. E olha que vivemos a era da tecnologia.

Em algum momento após o surgimento das primeiras empresas de recrutamento e seleção online se pensou que as empresas tradicionais deste segmento estivessem fadadas ao fracasso. Ledo engano. Elas são cada vez mais necessárias.

Logicamente que em primeiro lugar pelo motivo 1 citado acima, falta gente qualificada.
Mas também pelo advento da web as empresas recebem milhões e milhões de currículos todos os dias. Além de muitos CV’s serem mal elaborados (cabe aqui ressaltar que é um problema cultural e boa parte se deve a falta de preparo que nossas escolas têm em capacitar seus alunos a planejar suas carreiras desde o ensino médio) , a centena 
de milhares de currículos recebidos não permite uma filtragem correta dos profissionais, por mais qualificados que estes as pessoas de recrutamento e seleção possam estar.

Por isto é necessário que os profissionais tenham alternativas para se apresentarem ao mercado além do simples envio de CV e preenchimento de cadastros em sites de empregos.

Existem estudos que mostram que em nível executivo, os processos de recolocação via networking já ultrapassam os 90%. E para os níveis intermediários já são mais de 70%.

Portanto para alguns que fazem o dever de casa do networking, sobram oportunidades, e para a grande maioria resta esta busca frenética por caminhos tortuosos e ineficientes.

Vale lembrar que para fazer um networking  bem feito, é preciso obrigatoriamente ter contato presencial com as pessoas. E quando se pensa nesta geração canalizada na tecnologia para se comunicar (mídias sociais, e-mails, whats app etc) entende-se porque a dificuldade existe. A tecnologia é excelente e precisa ser usada, mas a nosso favor e 
não para nos transformar em pessoas com menos vocação social. 
E mais uma vez as empresas são penalizadas com a escassez de gente competente.
Motivo 3
O que estimulou esta pesquisa feita pelo IDCE foi justamente o fato de, apesar deste cenário traumático onde as pessoas não se capacitam e as empresas carecem de gente, os números de alunos deles cresce de maneira assustadora ano após ano.

É daí que vem o terceiro motivo: o modelo de ensino atual nas Escolas de Negócios fez as pessoas não acreditarem mais que a metodologia atual vai acrescentar algo na sua qualificação.
Para ilustrar, a quase totalidade dos cursos de negócios tem em seu corpo docente professores acadêmicos, ou seja, pessoas que só entendem a teoria, mas não praticam o que ensinam.

Numa sociedade veloz como a atual, o distanciamento entre teoria e prática gerou um elo perdido a ponto das pessoas não terem mais interesse de investir em algo que não dará resultado real em suas carreiras.

Vamos imaginar um livro de marketing com todas as teorias relativas ao tema. Agora vamos imaginar a aplicabilidade deste livro no mercado chinês, no mercado europeu ocidental, no Brasil e suas regiões tão diferentes, em todos os estados dos EUA.

A teoria é uma só, mas a forma como ela será usada depende do mercado consumidor que se está inserido. E só quem vive o dia a dia das empresas consegue entender e explicar isto para os alunos.
Diante deste cenário o IDCE fez a pesquisa para entender o porque da escassez x o aumento vertiginoso dos alunos em todos os seus cursos. O Diretor Geral Fabricio Barbirato explica o resultado da pesquisa.

“ As pessoas do mundo corporativo passam metade de suas vidas acordados trabalhando (dormimos 1/3 da vida). Para que elas se estimulem a investir mais do seu precioso tempo em algo, este algo precisa ser extremamente útil. É neste cenário que nós nos mostramos inovadores, pois todos os nossos professores são executivos de empresas e temos uma preocupação muito grande com a empregabilidade de nossos alunos a ponto de termos aulas de carreira em todos os cursos, tanto para aqueles que querem crescer e serem promovidos em suas respectivas empresas, quanto para aqueles que por um motivo ou outro acreditam que está na hora de mudar. 
Só entregamos aos alunos aquilo que eles efetivamente precisam”, relata Barbirato.
O que vai acontecer daqui para a frente não sabemos exatamente, mas podemos garantir que as empresas não podem parar de dar resultados e por isto algo precisa ser feito para mudar o cenário atual.
“ Nossa metodologia é tão lógica e vencedora que algumas escolas de negócios tradicionais estão começando a adotar este modelo, que nós já fazemos há mais de 10 anos. Mas tenho convicção que isto é maravilhoso, pois quem mais se beneficia com tudo isto é o aluno” finaliza Barbirato.

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